Presidente da República, Daniel Chapo, inaugura fábrica de processamento de grafite no distrito de Nipepe, província de Niassa
Maputo, 30 Jan (AIM) – O Presidente da República, Daniel Chapo, anunciou esta quinta-feira que a fábrica de processamento de grafite inaugurada no distrito de Nipepe, província nortenha de Niassa, posicionará Moçambique como maior pólo mundial de grafite a partir de 2028.
Discursando durante a cerimónia de inauguração da fábrica, localizada no povoado de Muichi, o Chefe do Estado explicou que o empreendimento, orçado em cerca de 200 milhões de dólares norte-americanos, conta actualmente com cerca de mil trabalhadores, prevendo-se que, na primeira fase, atinja dois mil postos de trabalho, maioritariamente para jovens.
“Quando a segunda fase avançar, que brevemente vai arrancar, e vai terminar em 2027, ou 2028, esta fábrica vai atingir 5.000 trabalhadores, e vai ser a maior fábrica de grafite do mundo”, disse.
Chapo sublinhou que o desenvolvimento não pode passar por Nipepe como algo passageiro, defendendo que os investimentos devem criar raízes, permanecer no território e transformar de forma duradoura a vida das populações locais.
Segundo o Presidente da República, a fábrica enfrenta actualmente grandes desafios operacionais, uma vez que várias frentes de obra decorrem em simultâneo com o objectivo de acelerar a execução do projecto. Nesse contexto, está em curso a construção de um acampamento com capacidade para acolher até 10 mil trabalhadores.
“Por isso, jovens, nós, quando tomámos posse [como 5º Presidente da República] no dia 15 de Janeiro [de 2025] prometemos que íamos trabalhar para que Moçambique tivesse uma era em que estamos a lançar os alicerces para a nossa independência económica”, vincou.
O Chefe do Estado destacou ainda que a unidade fabril terá um impacto directo na valorização do grafite moçambicano e no fortalecimento da economia local, uma vez que a sua localização, junto à área de ocorrência do minério, permite integrar as etapas de prospecção, pesquisa, extracção, processamento e comercialização. Esta integração, explicou, reduz custos logísticos e assegura maior valor acrescentado ao produto final.
“Esta fábrica é apenas o começo”, disse o Presidente, acrescentando que “o nosso objectivo é que investimentos desta natureza abram caminho para novas unidades industriais, mais emprego, mais formação, maior capacitação e maior dinamismo económico nesta região do país”.
Chapo reconheceu o elevado potencial da província de Niassa, classificando-a como uma vasta terra de oportunidades. Em particular, realçou que o distrito de Nipepe reúne condições para se afirmar como um importante pólo de crescimento industrial, gerador de emprego e prosperidade para a região norte de Moçambique.
Dirigindo-se aos empresários locais e jovens empreendedores, o Presidente apelou à sua aproximação aos projectos em curso, incentivando-os não apenas a prestar serviços, mas também a criar soluções, a formalizar-se e a integrar a cadeia de valor que se desenvolve em torno da indústria nacional.
“Dirijo uma palavra especial à juventude de Nipepe e da nossa província de Niassa: este momento é vosso; esta fábrica é uma oportunidade concreta, mas a oportunidade exige preparação, disciplina, cultura de trabalho, seriedade, responsabilidade, competência e espírito de trabalho”; concluiu.
A fábrica é constituída por duas linhas, cada uma com uma capacidade para 100 mil toneladas por ano.
(AIM)
Ac /sg
