Candidatos as presidenciais André Ventura (esquerda) e António Seguro (direita)
Lisboa, 08 Fev (AIM)- Os portugueses, em particular, e o mundo em geral ficarão a saber na noite deste domingo (08) quem vai suceder o actual Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, após o apuramento dos votos da segunda volta das presidenciais.
A afluência às urnas nesta segunda volta das presidenciais em Portugal situava-se, até às 16h00 locais (18h00 em Maputo), nos 45,50 por cento, segundo dados da Secretaria Geral do Ministério da Administração Interna, em linha com o que se registou na primeira volta.
Na primeira volta, em 18 de Janeiro, à mesma hora, a afluência foi de 45,51 por cento, o que representa uma descida de 0,01 pontos percentuais. A taxa de abstenção atingiu os 47,6 por cento.
As urnas abriram às 08h00 locais (10h00 em Maputo) em Portugal Continental e na Região Autónoma da Madeira, menos uma hora nos Açores, outra Região Autónoma. A votação decorre até 19h00 locais.
Segundo as autoridades eleitorais, “há uma certa normalidade, apesar de tudo”.
Até ao meio-dia local, a afluência às urnas era de 22,35 por cento, o que representa um aumento superior a 1 por cento em relação à primeira volta, segundo a Comissão Nacional de Eleições (CNE).
De acordo com André Wemans, porta-voz da CNE, citado pela CNN Portugal, todas as mesas de estão a funcionar normalmente e sem incidentes de maior..
O chefe de Estado português, Marcelo Rebelo de Sousa, falou da importância de votar nas eleições deste domingo, sublinhando que “0 Presidente eleito hoje (domingo) vai ter uma tarefa difícil, mais do que a que eu tive”.
Disputam a segunda volta o antigo Secretário-geral do Partido Socialista, António José Seguro, apoiado pelo PS e todos os partidos de esquerda, bem como por alguns membros e ex-dirigentes do Partido Social-Democrata (PSD), de centro-direita, incluindo o antigo Presidente da República, Aníbal Cavaco, e André Ventura, apoiado pelo Chega, um partido da extrema-direita.
Ventura é igualmente apoiado pelos partidos de extrema-direita da Europa e da América do Norte, do Centro e do Sul.
José Seguro diz que Portugal precisa de um Presidente que “saiba unir e garantir estabilidade”. André Ventura, líder do Chega, um partido xenófobo, racista e populista, tem sugerido que a “mão dura” de (António de Oliveira) Salazar resolveria problemas actuais de corrupção em Portugal, uma posição que, segundo análises, aproxima o seu discurso do salazarismo.
(AIM)
DM
