Presidente da República, Daniel Chapo (esquerda) entrega Escola Secundária da Manga, na cidade da Beira, reabilitada e ampliada depois de destruída pelo ciclone Idai
Maputo, 27 Fev 2026 – O Presidente da República, Daniel Chapo, considera que a educação é o principal motor da independência económica e do desenvolvimento sustentável de Moçambique, sublinhando o papel das escolas na formação de uma geração preparada para enfrentar desafios económicos, sociais e ambientais.
Falando nas cerimónias centrais da abertura do ano lectivo 2026, momento após a entrega da Escola Secundaria da Manga, hoje (27), na província central dos país, na cidade da Beira, que beneficiara de obras de reabilitação, o Presidente frisou que a educação é central para a transformação estrutural da economia e a geração de emprego.
“Cada escola, cada sala, cada professor é um construtor silencioso da Nação moçambicana. Investir na educação é investir nas pessoas, que serão capazes de produzir, inovar e competir no mundo”, declarou.
“Façamos da escola a nossa base para o alcance da nossa Independência económica”, sublinhou Chapo, destacando que cada aluno, cada professor e cada sala de aula são pilares para o futuro produtivo e inovador do país.
O Chefe de Estado deu destaque ao Programa de Mentoria Escolar “Somos Luz”, que apoia jovens do ensino secundário a desenvolverem competências académicas e vocacionais. “Em 2025, a transição escolar aumentou, em média, 13 pontos percentuais nas escolas que implementaram o programa. A literacia registou um crescimento de 23 pontos percentuais, com 100 por cento de matrícula na 6.ª classe e 98 por cento na 9.ª classe”, revelou.
O Presidente reforçou a importância da cooperação entre Governo, sociedade civil, sector privado e parceiros internacionais. “O Governo não caminha sozinho. Todos nós precisamos de um próximo para podermos crescer juntos”, disse, agradecendo ao PNUD, UNICEF, Fundação Tzu Chi e Vodacom pelo apoio à educação e às crianças moçambicanas.
Chapo apelou à preservação das infra-estruturas e à formação de valores éticos e cívicos: “O Governo construiu e vai continuar a fazer a sua parte. Mas nós, como comunidade, teremos também que fazer a nossa parte. Cada um de nós tem a responsabilidade de transmitir valores morais, éticos e de respeito ao próximo. É assim que formaremos cidadãos completos, preparados para o futuro”.
Concluiu enviando uma mensagem de esperança apesar dos desafios naturais e sociais: “Os ciclones podem derrubar paredes, mas não derrubam os sonhos do povo moçambicano. As cheias podem interromper caminhos, mas não interrompem a esperança de um povo determinado”.
A abertura do Ano Lectivo de 2026 decorreu sob o lema “Educação, Investigação e Cultura: Vectores Fundamentais para o Desenvolvimento Sustentável”.
Inicialmente, havia sido marcado para dia 30 de Janeiro tendo sido adiado por conta de eventos climáticos que assolaram o pais resultando em cheias na zona sul de Moçambique.
(AIM)
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