Caetano Mussacaze eleito para o cargo de secretário-geral, durante a 11.ª sessão do Conselho do Central Partido para o Desenvolvimento de Moçambique (PODEMOS)
Maputo, 02 Mar (AIM) – O Partido para o Desenvolvimento de Moçambique (PODEMOS), a maior formação política da oposição, elegeu, com 96 por cento dos votos, Caetano Mussacaze para o cargo de secretário-geral, durante a 11.ª sessão do Conselho Central, no quadro do reforço da estrutura interna e consolidação da liderança.
Outros concorrentes incluem Stélio António, Germano Lino e Alberto Ferreira, tendo este último renunciado em Agosto de 2025, alegadamente por motivos pessoais.
Falando em conferência de imprensa, esta segunda-feira (02), em Maputo, o porta-voz do partido, Duclésio Chico, afirmou que a sessão constituiu “um momento marcante na vida interna da nossa organização e no fortalecimento da nossa missão política”.
“Esta sessão não foi apenas um encontro estatutário; foi um espaço de reflexão e avaliação do percurso trilhado, reafirmando os princípios que norteiam a nossa luta: democracia interna, transparência, coesão e responsabilidade perante o povo moçambicano”, declarou.
Segundo a direcção, a eleição de Caetano Mussacaze representa “a renovação da confiança na sua capacidade de liderança, experiência política e compromisso com os ideais do PODEMOS”.
“O novo secretário-geral assume a missão de reforçar a organização interna, dinamizar as bases, promover a unidade entre os membros e garantir que o partido continue firme na defesa dos interesses do povo, dentro e fora das instituições do Estado”, acrescentou.
Na mesma sessão, o Conselho Central deliberou a suspensão do membro Hélder Mendonça, enquanto decorre um processo-crime instaurado contra o mesmo.
“É importante frisar que o compatriota Hélder Mendonça foi suspenso e não expulso. A suspensão vai durar até ao encerramento do processo movido contra o mesmo por crime de difamação”, explicou.
A direcção esclareceu que a decisão resulta de declarações públicas feitas pelo visado, alegando desvio de fundos, acusações que o partido considera carecerem de provas.
“O compatriota Hélder Mendonça é quem fala de desvio de valores, mas no partido ainda não temos estas evidências. Em sede de tribunal, dirá qual é e onde estão as provas de desvio desse mesmo valor”, afirmou.
Sobre os montantes, a fonte referiu que “nas suas comunicações, o presidente sempre falou de valores acima de seis milhões de meticais”, sublinhando que se trata de fundos recebidos do Estado no âmbito da representação parlamentar.
A direcção rejeitou qualquer relação entre a suspensão e ataques recentemente registados contra o presidente do partido, Albino Forquilha, e o seu filho.
“Não estamos a ver este ataque relacionado com esta questão. O que foi roubado foram documentos do partido, retirados da casa do presidente e da casa do secretário do Conselho Provincial de Manica, não documentos financeiros”, esclareceu.
Ainda no quadro das deliberações, o Conselho Central retirou a confiança política ao deputado Fernando Jone do cargo de segundo vice-presidente da Assembleia da República, indicando para a sua substituição o deputado Carlos Tembe.
Segundo a direcção, a decisão enquadra-se “na necessidade de alinhamento político, disciplina institucional e reafirmação da autoridade dos órgãos do partido”.
O PODEMOS reafirmou o seu compromisso com o diálogo político e o fortalecimento da oposição.
“Temos um presidente muito comunicativo, que dialoga com todas as forças políticas, incluindo partidos extraparlamentares. Queremos uma oposição mais robusta para que haja, de facto, um trabalho sério dentro da política moçambicana”, concluiu.
(AIM)
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