Equipas de salvamento na busca de vitimas das cheias em Boane na Provincia de Maputo. Foto arquivo
Maputo, 13 Mar (AIM) – As autoridades do Conselho Municipal da vila de Boane, na província de Maputo, activaram esta sexta-feira (13) os Comités de Gestão do Risco de Desastres, na sequência das chuvas intensas que se fazem sentir nos últimos dias.
A informação foi avançada hoje, em Boane, pela presidente do Conselho Municipal, Geraldina Bonifácio, ao abordar a situação das famílias afectadas pelas cheias e inundações provocadas pelas chuvas severas registadas em Janeiro último, agravadas pela abertura de comportas em países vizinhos.
Segundo a edil, a activação dos comités visa prevenir perdas humanas e reduzir possíveis danos materiais, tendo em conta o alerta emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INAM), que prevê a continuação da precipitação.
“O nosso maior apelo é que se retirem das zonas baixas e que acolham todos os alertas das instituições do Estado e neste momento vale mais prevenir do que remediar e ter que ficar porque ainda quer proteger a galinha, o gado, não é bom”, disse.
Bonifácio sublinhou que a prioridade das autoridades municipais é garantir a segurança da população.
“Então nós não queremos que haja perda de vidas humanas, queremos que as nossas famílias construam e participem de forma segura para o crescimento da nossa vila municipal”, acrescentou.
A vila de Boane foi uma das zonas severamente afectadas pelas cheias e inundações, tendo cerca de 450 famílias sido acolhidas em centros de acomodação, depois de perderem as suas habitações.
Segundo a edil, parte destas famílias já recebeu terrenos em zonas consideradas seguras para a construção de novas casas.
Actualmente, cerca de 150 famílias continuam alojadas no centro de acomodação instalado na Escola Primária Completa 19 de Outubro, no bairro Filipe Samuel Magaia.
“Nós ainda temos activo o centro de acolhimento da Escola Primária Completa 19 de Outubro, no bairro Filipe Samuel Magaia, que neste momento está a acolher 150 famílias”, explicou.
Bonifácio revelou ainda que o município já atribuiu 450 talhões e construiu 150 abrigos provisórios de madeira e zinco, onde algumas famílias já começaram a reconstruir as suas vidas.
“Tivemos que atribuir 450 talhões e também construímos 150 abrigos de madeira e zinco onde essas famílias já estão a residir e estão a recomeçar a vida. Ainda temos o desafio de podermos construir mais de 300 abrigos para essas famílias que ainda estão em situação de vulnerabilidade”, concluiu.
(AIM)
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