Refinaria de petróleo em chamas no Irão
Maputo (Moçambique), 24 Mar (AIM) – O Governo moçambicano assegurou que, nos próximos dois meses, os preços dos combustíveis no país não deverão sofrer agravamento, apesar da escalada da guerra no Médio Oriente, iniciada a 28 de Fevereiro último.
A garantia foi dada pelo porta-voz da 8ª sessão ordinária do Conselho de Ministros, Salim Valá, que explicou que o Executivo está a acompanhar atentamente a evolução da situação na região, mantendo igualmente contactos com parceiros internacionais para monitorar o mercado petrolífero.
“Neste momento não há sinais de que poderá haver um agravamento [de preços] tendo em conta que existem algumas reservas”, disse Valá, durante o habitual briefing à imprensa, minutos após o término da sessão.
O governante assegurou ainda que as quantidades de combustíveis importadas deverão chegar ao país nas próximas semanas.
“Não temos informações de contrário”, vincou.
Dados avançados pelo Governo indicam que, na segunda semana do corrente mês, o país dispunha de pouco mais de 85 mil toneladas de combustíveis armazenadas nos terminais oceânicos, volumes considerados suficientes para garantir o abastecimento do mercado interno até finais de Abril.
Actualmente, a gasolina é comercializada a cerca de 85 meticais por litro, enquanto o gasóleo ronda os 80 meticais.
Segundo o Executivo, os combustíveis em circulação foram importados antes do agravamento do conflito no Médio Oriente e do encerramento do Estreito de Ormuz, no Irão, facto que permite manter os preços actualmente praticados no mercado nacional.
A estabilidade abrange igualmente outros derivados, incluindo o querosene, utilizado em diversos sectores da economia.
Moçambique depende significativamente daquela rota estratégica, sendo que cerca de 80 por cento das suas importações de combustíveis transitam pelo Estreito de Ormuz, por onde circula aproximadamente um quinto do trânsito mundial de petróleo.
Nos últimos dias, o agravamento das tensões na região tem suscitado preocupações quanto a eventuais restrições à circulação de petroleiros, o que poderá afectar o abastecimento global.
Perante este cenário, o Governo garante que continua a acompanhar a evolução da situação internacional e a preparar medidas de mitigação, reconhecendo, no entanto, que a duração e intensidade do conflito poderão ter impactos diferenciados nas economias.
(AIM)
Ac/sgNampula
