Primeira-ministra, Benvinda Levi, dirige reunião do Conselho Superior de Estatística (CSE) e do Conselho Coordenador do Recenseamento Geral da População e Habitação (CCRGPH)
Maputo, 27 Mar (AIM) – A Primeira-Ministra, Benvinda Levi, destacou hoje que o Censo Populacional de 2027 será a operação estatística mais abrangente do país, sublinhando que todos os órgãos envolvidos devem estar devidamente articulados para garantir o alcance dos resultados almejados.
O exercício está orçado em 110 milhões de dólares, dos quais 45 milhões já estão assegurados, incluindo 12 milhões destinados à cartografia, com o apoio do Banco Mundial.
Os fundos cobrem a aquisição de tablets, tendas, viaturas e outros insumos necessários à mobilização dos agentes de campo.
Falando esta sexta-feira (27), em Maputo, durante a abertura da reunião do Conselho Superior de Estatística (CSE) e do Conselho Coordenador do Recenseamento Geral da População e Habitação (CCRGPH), Levi enfatizou a necessidade de reforçar a formação contínua dos técnicos e de assegurar o respeito pelos dados produzidos, de modo a garantir que as políticas públicas assentem em informação fiável.
À margem do encontro, o director de Estatísticas Demográficas, Vitais e Sociais no Instituto Nacional de Estatística (INE), Pedro Duce, explicou que o CSE orienta o processo de produção estatística no país, através da aprovação de instrumentos de trabalho e da definição da orientação estratégica.
“Nesta sessão, foram analisados o relatório de actividades e o orçamento de 2025, o plano de actividades de 2026, bem como o plano estratégico das tecnologias de informação e comunicação, considerado essencial para modernizar a produção estatística nacional”, referiu.
O responsável acrescentou que o Conselho Coordenador do Recenseamento aprovou o organograma do órgão e o plano de cartografia censitária, lançado em Março, marcando o início da actualização cartográfica, etapa fundamental para a realização do recenseamento.
“Estarão envolvidos 825 agentes cartógrafos, que trabalharão em fases distintas, definidas em função da dimensão territorial e da população dos 161 distritos do país”, disse.
Segundo Duce, alguns distritos necessitarão de até 10 meses para concluir a operação, enquanto outros poderão fazê-lo em nove meses ou menos, devendo todo o processo estar concluído até Março de 2027.
Duce referiu ainda que, paralelamente ao recenseamento, o INE continuará a coordenar a produção regular de estatísticas em sectores como população, habitação, justiça, agricultura, educação, saúde e mineração, combinando dados administrativos com informação recolhida junto das famílias.
“Mesmo com a realização do censo, o INE e os sectores do Sistema Estatístico Nacional manterão as suas actividades de rotina”, assegurou.
Por último, destacou que o censo introduz inovações em áreas específicas, incluindo a recolha de dados sobre desporto e o desenvolvimento de indicadores ligados à economia azul, com participação multissectorial do Governo.
(AIM)
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