Maputo, 13 Nov (AIM) – As autoridades moçambicanas resgataram nove vítimas de raptos, dos 10 consumados nos últimos 10 meses, anunciou hoje, em Maputo, a Primeira-ministra, Benvinda Levi.
Falando durante o 1º dia da sessão de `Perguntas ao Governo`, na Assembleia da República (AR), o parlamento moçambicano, Benvinda Levi assegurou que os nove, livres dos sequestradores, estão no convívio das suas famílias.
O resgate, de acordo com a Primeira-Ministra, foi “mercê das diligências e das acções coordenadas entre as diferentes instituições que garantem a ordem, segurança e tranquilidade públicas, assim como da colaboração das comunidades”.
O último caso de rapto teve lugar há um mês, na cidade de Maputo, envolvendo um empresário (60) português, proprietário de uma loja de venda de acessórios para viaturas.
O sequestro ocorreu na Avenida Zedequias Manganhela, por volta das 06h00 da manhã [hora de Moçambique] quando a vítima abria o portão do seu estabelecimento, local em que durante a acção, os raptores dispararam tiros para o ar para intimidar e frustrar a tentativa dos que tentavam ajudar a vítima.
Benvinda Levi garante que as autoridades policiais continuam a trabalhar, em coordenação com instituições nacionais e internacionais, para assegurar a prevenção, combate e esclarecimento de todos os casos, incluindo a detenção dos raptores para que “estes sejam levados à barra da justiça”.
Sobre a ocorrência de ataques e tentativas de intimidação dos membros da Polícia da República de Moçambique (PRM) no mesmo período, pelo menos oito agentes, incluindo um do Serviço Nacional de Investigação Criminal, foram assassinados.
Benvinda Levi repudiou as mortes, tendo sublinhado que estão em curso os respectivos processos-crime para o esclarecimento dos actos, que incluem a captura dos envolvidos.
A PRM neutralizou 826 quadrilhas, contra 679, registados em 2024.
Os malfeitores, segundo Benvinda Levi, estavam envolvidos em roubos com recurso a armas de fogo e brancas, homicídios, narcotráfico, contrafacção de moeda, e “na prática de diversos crimes”.
De Janeiro a Outubro, a PRM anotou 8.446 casos criminais, contra 9.029 contabilizados em igual período de 2024, o que corresponde a uma redução em 583 casos.
“No que concerne à manutenção da ordem, tranquilidade e segurança públicas”, frisou Benvinda Levi, “o nosso país tem vindo a registar relativas melhorias, não obstante alguns resquícios de violência que ocorrem um pouco por todo o país”.
A sessão de Perguntas ao Governo continua sexta-feira (14).
(AIM)
Ac/sg
