Primeira-Dama da República, Gueta Chapo, na V Sessão Ordinária do conselho Nacional da Organização da Mulher Moçambicana. Foto de Carlos Júnior
Maputo, 13 Abr (AIM) – A Presidente da Organização da Mulher Moçambicana (OMM), Gueta Chapo, defende a necessidade de a agremiação reforçar o seu papel na mobilização social e no empoderamento feminino, tornando-se mais dinâmica, criativa e próxima das comunidades.
Gueta Chapo falava esta segunda-feira, em Maputo, na V sessão ordinária do Conselho Nacional da OMM, um evento de dois dias, sublinhando que o contexto actual exige uma organização mais activa e comprometida com a transformação social.
“Precisamos de uma OMM criativa, inovadora e próxima das pessoas, que apresente soluções para os problemas enfrentados pelo povo, nas cidades e no campo”, afirmou.
Segundo a dirigente, a organização deve apostar no empreendedorismo feminino e na criação de redes de apoio, associações e cooperativas, com vista a reforçar a autonomia económica das mulheres.
“Uma OMM que organiza associações, cooperativas, redes de apoio e iniciativas de empreendedorismo feminino, que mobiliza os jovens e combate as práticas nocivas com inteligência, sem agressão”, disse.
Na ocasião, destacou a resiliência da mulher moçambicana e o seu contributo para o desenvolvimento do país.
“A mulher moçambicana já provou a sua força. Sustenta famílias, lidera comunidades, resiste às crises e move a economia”, afirmou, acrescentando que cabe à OMM transformar esse potencial em desenvolvimento concreto.
Dirigindo-se aos membros do Conselho Nacional, lançou o desafio de revitalizar a organização, tornando-a mais interventiva e próxima das comunidades.
“Queremos uma organização de luta, de proximidade, de serviço e de transformação. Assim, vamos mobilizar mais mulheres e transformar comunidades”, disse.
Defendeu igualmente um modelo de liderança baseado na inspiração e proximidade. “A OMM não precisa de chefes, mas de líderes transformadores, porque a chefia impõe e a liderança inspira”, declarou.
Acrescentou que as estruturas devem estar mais ligadas à realidade local, apelando às secretárias provinciais para conhecerem as associações existentes e as necessidades das mulheres nas suas áreas.
“A OMM não pode ser uma estrutura passiva, fechada em gabinetes. Deve estar presente nas comunidades”, sublinhou.
Durante a sessão, saudou o Presidente da República, Daniel Chapo, pelo seu empenho no bem-estar do povo, destacando o programa ProMulher como uma oportunidade para reforçar o empoderamento económico feminino.
“A OMM não pode ser apenas uma estrutura; deve ser um movimento vivo, ligado ao povo, nas comunidades, nas machambas, nos mercados, nas escolas e nos bairros”, afirmou.
Defendeu ainda uma organização inclusiva, que represente todas as mulheres moçambicanas, independentemente da sua condição social.
“A OMM deve ser da camponesa, da vendedeira, da jovem estudante e da académica”, disse.
Na ocasião, Isaura Nyusi foi proclamada presidente honorária da OMM, em reconhecimento pelo seu contributo para o fortalecimento da organização e promoção do empoderamento feminino durante o período em que exerceu funções.
(AIM)
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