Maria de Fátima Simão Manso, Secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e Comunidades Moçambicanas no Exterior, fala durante a parceria com os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa e Timor-Leste
Maputo, 15 Abr (AIM) – A União Europeia (UE) comprometeu-se a disponibilizar mais de 20 milhões de euros para financiar projectos nas áreas da cultura e da justiça, no âmbito da parceria com os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa e Timor-Leste (PALOP-TL).
O anúncio foi feito hoje, em Maputo, pela chefe de Cooperação da Delegação da UE em Moçambique, Paula Vazquez Horyaans, à margem da reunião técnica da parceria, que decorre na capital moçambicana.
Segundo a responsável, o financiamento está repartido em 10 milhões de euros para a cultura e 12 milhões de euros para a justiça, no quadro de programas actualmente em implementação com apoio adicional de Portugal.
“Há dois projectos em execução, nas áreas da cultura e da justiça, cada um com uma contribuição significativa da União Europeia”, afirmou.
Horyaans explicou que os projectos resultam de decisões consensuais entre os Estados membros, acrescentando que novas áreas de cooperação poderão ser consideradas no futuro.
Apesar do reforço financeiro, os países parceiros defendem a expansão do apoio a outros sectores, com destaque para a educação.
“Os países manifestam interesse em financiamento para o sector da educação. A União Europeia está aberta ao diálogo para futuras colaborações”, referiu.
A reunião técnica tem como objectivo avaliar o desempenho dos projectos em curso, assegurar o seguimento das decisões adoptadas e preparar a próxima reunião ministerial da parceria.
Segundo Mário Nguenha, representante da coordenação da parceria em Moçambique, o encontro surge na sequência da reunião ministerial realizada em Díli.
“Após as decisões tomadas pelos ministros, o grupo técnico reúne-se para acompanhar a sua implementação e preparar o próximo ciclo de cooperação”, explicou.
Nguenha indicou que, ao longo de cerca de 30 anos, a parceria UE–PALOP-TL já mobilizou aproximadamente 120 milhões de euros, aplicados nos sectores da justiça, governação económica e cultura.
“O programa já disponibilizou cerca de 120 milhões de euros nestas áreas”, afirmou.
O responsável destacou ainda o papel da União Europeia como parceiro estratégico, tanto a nível bilateral como multilateral.
“A União Europeia é um parceiro fundamental. Não podemos avançar sem esta cooperação”, disse.
Ainda assim, reiterou a necessidade de maior investimento na educação.
“A educação é a base do desenvolvimento, por isso seria importante incluir este sector nos próximos programas”, concluiu.
(AIM)
Paulino Checo/sg
