Gasoduto
Maputo, 16 Abr (AIM) – A Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH), a Electricidade de Moçambique (EDM), os Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) e a Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) assinaram, há dias um acordo de accionistas para a constituição da sociedade Serviços de Logística Integrada de Gás Natural de Moçambique, S.A. (SLIGM).
As partes rubricaram igualmente um Acordo de Desenvolvimento Conjunto (JDA), estabelecendo as bases para o desenvolvimento, financiamento e implementação do projecto.
Em comunicado divulgado hoje, em Maputo, as empresas indicam que a iniciativa prevê a instalação de uma Unidade Flutuante de Armazenamento e Regaseificação (FSRU) de gás natural liquefeito, a ser ancorada no norte da província de Inhambane, com infra-estruturas complementares no Porto da Beira.
O projecto visa reforçar a capacidade de transporte e aumentar o fornecimento de gás ao mercado doméstico e regional.
Com a criação da sociedade, as quatro empresas públicas passam a conjugar capacidades técnicas, financeiras e operacionais, assegurando a viabilidade e sustentabilidade do empreendimento.
Segundo o comunicado, a parceria confere às entidades o direito exclusivo de financiar, construir, importar e operar o terminal de gás natural liquefeito.
A iniciativa deverá contribuir para a diversificação das fontes de energia, reduzir a dependência de importações e promover a monetização do gás doméstico, proveniente da Bacia do Rovuma e de outras bacias sedimentares do país.
“O projecto representa um passo importante na consolidação da soberania energética e na valorização dos recursos naturais”, refere o documento.
A criação da sociedade decorre da aprovação, pelo Conselho de Ministros, em Novembro de 2025, do decreto que atribui a concessão para a construção e operação de infra-estruturas de recepção, armazenamento, regaseificação e transporte de gás natural no Porto da Beira e em Inhassoro.
Para os accionistas, a iniciativa demonstra o compromisso das instituições nacionais na implementação de projectos estruturantes, com impacto na industrialização e no reforço da matriz energética.
As entidades consideram ainda que o projecto poderá gerar efeitos positivos na economia, contribuindo para a melhoria das condições de vida das populações.
(AIM)
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