Maputo, 07 Mai (AIM) – A OTM-CS, organização laboral moçambicana, condena o recrudescimento de actos xenófobos na vizinha África do Sul, onde a violência contra estrangeiros ameaça a estabilidade regional e continental.
Os ataques visam sobretudo cidadãos africanos.
Em comunicado, a OTM-CS afirma que “estes ataques não são actos isolados de violência urbana: Eles configuram-se como ameaças sistémicas coesão regional e continental, aos direitos laborais internacionais e aos princípios fundamentais da comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), do Conselho de Coordenação Sindical da África Austral (SATUCC), SPSF e da União Africana”.
A OTM-CS exige responsabilização e um posicionamento firme das autoridades. A organização critica o uso de narrativas políticas para justificar os ataques.
“A xenofobia dos sul-africanos é alimentada por narrativas políticas oportunistas (…) culpando o trabalhador estrangeiro pelas falhas estruturais de emprego”, refere.
A central sindical afirma que a violência representa “o assassinato simbólico do espírito pan-africanista”.
Denuncia ainda a destruição de negócios e o impacto no comércio regional, e considera que a situação trava a integração económica.
“Quando trabalhadores africanos são linchados e os seus empregos e negócios desfeitos e saqueados sob o olhar complacente das autoridades, assiste-se ao assassinato simbólico do espírito pan-africanista”, acrescenta.
A OTM-CS diz que os ataques violam compromissos como a Carta Africana dos Direitos Humanos e a Agenda 2063. Apela à SADC, à União Africana e à COSATU para romperem o silêncio.
A organização reconhece a necessidade de cumprimento das normas migratórias. Contudo, defende que estas não devem travar a integração económica regional.
(AIM)
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