Chefe-adjunto da brigada central do partido Frelimo de apoio e assistência política à província de Manica, Pedro Guiliche. Foto arquivo
Chimoio (Moçambique), 08 Mai (AIM) – O chefe-adjunto da brigada central do partido Frelimo de apoio e assistência política à província de Manica, Pedro Guiliche, desmentiu a existência de pessoas que, alegadamente através de um simples toque corporal ou aperto de mão, possam causar o atrofiamento de órgãos genitais masculinos.
Classificou tais informações como boatos perigosos que atentam contra a estabilidade social e o desenvolvimento do país.
“O país vive momentos de crise por causa do boato sobre o atrofiamento dos órgãos genitais masculinos. Isso é mesmo um boato. Não é a primeira vez que se fabrica um boato. São comportamentos que atentam contra a nossa segurança da província e do país, em geral. Por isso, vamos ficar atentos e dizer não a estes boatos que só retardam o desenvolvimento do país”, disse Pedro Guiliche.
Chamou a atenção dos moçambicanos para se distanciarem de práticas assentes em rumores falsos que, em algumas regiões, já provocaram mortes, feridos e destruição de bens públicos e privados.
Recordou que, no passado, circularam igualmente falsas informações sobre alegada propagação da malária através de redes mosquiteiras, da cólera, “chupa-sangue”, entre outros casos que acabaram por ser desmentidos.
“Chamamos atenção a população para se distanciar destes boatos que em algumas regiões já causaram várias mortes. Não é possível que, através de um simples toque corporal ou simples aperto de mão os órgãos genitais masculinos desapareçam ou se atrofiam”, referiu.
“Todos que dizem ser vítimas desses toques ou apertos de mão não provaram o desaparecimento ou atrofiamento do sexo. É tudo falso e devemos informar a população que esta informação é falsa”.
Na província de Manica, os boatos sobre alegada retracção dos órgãos genitais masculinos já causaram a morte de pelo menos nove pessoas e fizeram dez feridos, entre graves e ligeiros.
Na sequência destes acontecimentos, cerca de 30 pessoas encontram-se detidas, indiciadas da prática dos crimes de incitação à violência e envolvimento em actos de linchamento.
No entanto, Guiliche defendeu que, em vez da propagação de boatos, os moçambicanos devem concentrar-se no trabalho e na produção de riqueza como forma de reduzir a pobreza e enfrentar a actual crise económica.
A prioridade neste momento, segundo explicou, passa pelo aumento da produção nacional para reduzir a dependência externa e diminuir o peso das importações.
“O país, à semelhança de outras nações, está a passar por crises provocadas pelo conflito no médio oriente. Moçambique não é uma excepção. Portanto, vimos a crise nos combustíveis e o governo aumentou o preço. Mesmo assim, ainda é o mais baixo da região da África austral. Para sairmos desta crise precisamos trabalhar e produzir para aliviar a crise. Produzir alimentos e deixarmos de depender de importações”, sublinhou Pedro Guiliche.
“É momento de as academias também darem o seu contributo. Ensinar os moçambicanos a produzirem mais alimentos entre outras práticas para o aumento da produção. Para sairmos da crise, precisamos do envolvimento de todos os moçambicanos. Podemos fazer pequenas porções, como hortas caseiras para produzirmos alimentos básicos”.
Pedro Guiliche deslocou-se à província de Manica para prestar assistência aos órgãos de base do partido e acompanhar os preparativos da reunião nacional de quadros da Frelimo, agendada para Agosto próximo naquela província, bem como divulgar as decisões da V Sessão Ordinária do Comité Central.
A visita visa igualmente inteirar-se da situação política, económica e social da província, incluindo o grau de implementação do Plano Quinquenal do Governo (PQG) 2025–2029.
Durante os cinco dias de trabalho, Guiliche deverá reunir-se com líderes religiosos e comunitários, figuras influentes, empresários, académicos e organizações socioprofissionais, no quadro das actividades de assistência política do partido.
(AIM)
Nestor Magado (colaboração) /sg
