Maputo, 10 Jun (AIM)- A Comissão da União Europeia (UE) e seus membros rubricaram terça-feira, em Maputo, quatro (4) acordos de financiamento de projectos sobre acesso a energia, educação para futuro verde digital, transformação digital, sustentabilidade económica, ambiental e social num investimento global de 178 milhões de euros.
Os acordos estão inseridos na iniciativa europeia Global Gateway e II Fórum de Negócios Moçambique-União Europeia, que decorre na capital moçambicana.
Segundo o Presidente da República, Daniel Chapo, o Fórum em alusão ocorre num momento que o mundo atravessa profundas transformações económicas, tecnológicas e geopolíticas.
“As cadeias globais de valores estão a ser reconfiguradas, novos corredores logísticos estão a emergir em todo mundo, a transição energética acelera-se e a economia digital redefine a competitividade das Nações “, disse.
Referiu que o mundo procura parceiros confiáveis, estáveis, estratégicos e o país está a transformar a sua posição geográfica e estratégica.
“Com recursos naturais abundantes, corredores logísticos estruturados, população maioritariamente jovem, acesso privilegiado aos minerais críticos, mercados regionais, globais, Moçambique afirma-se progressivamente ao nível do mundo a sua posição como plataforma estratégica para investimentos, produção, comércio, digitalização, industrialização, e integração regional na África Austral “, disse.
Sublinhou que a UE continua a ser um dos principais parceiros económicos e comerciais de Moçambique, desempenhando um papel relevante no financiamento ao desenvolvimento.
“Queremos uma parceria que transforma potencial económico em prosperidade concreta para os nossos povos, o povo moçambicano e o povo europeu e é precisamente neste contexto que a iniciativa Global Gateway assume particular relevância “, disse.
Os acordos mencionados foram assinados pela ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Maria Manuela dos Santos Lucas, e pela directora-geral adjunta para parcerias internacionais da Comissão Europeia, Myrian Ferran.
Consta que o projecto sobre acesso a energia em Moçambique está avaliado em 40 milhões de euros, montante que conta com a contribuição da UE, Bélgica, Suécia, Noruega, Banco Mundial e o Fundo Verde para o clima.
O projecto educação para o futuro verde e digital em Moçambique visa expandir o acesso à educação, apoiando crianças e jovens moçambicanos a completarem o ensino primário e secundário básico.
Com o projecto, pretende-se estabelecer bases sólidas para continuação com os estudos, incluindo a formação profissional e conta com orçamento global de 50 milhões de euros, proveniente das contribuições da UE e Banco Alemão de desenvolvimento.
Enquanto isso, a iniciativa Europa para transformação digital tem como finalidade expandir o acesso sustentável à Internet em todo país, reforçando a conectividade, promovendo o estabelecimento de centros digitais locais mais inclusivos. O seu orçamento está avaliado em 28 milhões de euros cuja contribuição é proveniente da UE, Itália e sector privado através do Banco Europeu de Investimento.
Relativamente a iniciativa ou projecto de aumento da sustentabilidade económica, ambiental e social da cadeia de valor agrícola, o custo global é de 60 milhões de euros.
Do montante, cerca de 50 milhões resultam da contribuição da União Europeia e os restantes 10 milhões provêm do Reino dos Países Baixos.
Por sua vez, o ministro da Economia, Basílio Muhate, fez saber que o evento conta com a presença de empresas públicas, parceiros de desenvolvimento, instituições financeiras e outros.
“Este fórum vai centrar-se em áreas chaves, industrialização, energia limpa, Infra-estruturas de transporte, conectividade digital, agro-negócio e turismo sustentável “, disse.
Mais de 800 entidades participam de forma on-line, 850 presencialmente, das quais 448 empresas privadas.
(AIM)
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