Maputo, 18 de Junho (AIM) – Representantes da banca, do sector privado, da academia e de parceiros de desenvolvimento defenderam, esta quarta-feira, em Maputo, uma maior articulação entre as instituições financeiras e o Estado para impulsionar o crescimento económico sustentável de Moçambique.
O debate, promovido pelo Moza Banco e pela Fundação Dom Cabral (FDC), decorreu sob o lema “Como financiar o crescimento de Moçambique: o papel do Banco de Desenvolvimento e da banca comercial”, reunindo especialistas e decisores para uma reflexão sobre os desafios e oportunidades do financiamento ao investimento produtivo no País.
Ao longo da sessão, os participantes destacaram a necessidade de reforçar os mecanismos de financiamento de longo prazo, apoiar o desenvolvimento do sector privado e criar condições para transformar o potencial económico nacional em crescimento sustentável, inclusivo e competitivo.
Na intervenção de abertura, o Professor Carlos Braga partilhou experiências internacionais sobre bancos de desenvolvimento, defendendo que estas instituições podem desempenhar um papel decisivo na transformação económica, desde que assentem em princípios sólidos de governação, sustentabilidade financeira e complementaridade com o sistema financeiro existente.
O painel de debate, moderado pelo Presidente do Conselho de Administração do Moza Banco, Henrique Cossa, contou com as intervenções de Manuel Soares, João Macaringue, Omar Mithá e Olamide Harrison. Os oradores analisaram os principais constrangimentos ao financiamento do crescimento em Moçambique e apontaram soluções para acelerar o investimento, aumentar a produtividade e reforçar a competitividade da economia.
Na ocasião, o Moza Banco e a Fundação Dom Cabral procederam ainda à renovação simbólica do Memorando de Entendimento entre as duas instituições, reafirmando o compromisso conjunto com a capacitação de líderes, o desenvolvimento empresarial e a promoção de iniciativas orientadas para o crescimento económico do País.
O evento integrou igualmente as celebrações dos 18 anos do Moza Banco, assinaladas com a apresentação de um vídeo institucional que retratou os principais marcos da evolução e transformação da instituição ao longo da sua trajectória.
Para o Moza Banco, o desenvolvimento sustentável de Moçambique exige não apenas maior acesso ao financiamento, mas também espaços de reflexão e diálogo capazes de gerar soluções práticas para os desafios económicos nacionais. Neste contexto, a instituição reafirma o compromisso de continuar a promover iniciativas que contribuam para o fortalecimento do sector privado, a valorização do conhecimento e a construção de uma economia mais dinâmica, inclusiva e resiliente.
(AIM)
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