Deslocados vitimas do terrorrismo em Cabo Delgado, chegados ao Distrito de Mueda a procura de refugio. Foto (arquivo) de Ferhat Momade
Chimoio (Moçambique), 01 Set (AIM) — O Instituto Nacional de Acção Social (INAS) pagou, nos primeiros seis meses deste ano, subsídios a 540 mil dos 600 mil beneficiários inscritos nos diversos programas de protecção social em Moçambique.
O processo de pagamento dos subsídios de assistência social foi retomado depois de cerca de três meses de interrupção, devido a vários factores, sobretudo de ordem financeira.
A directora-geral do Instituto Nacional de Acção Social, Maria da Glória Siaca, referiu que a dinâmica dos pagamentos registou, nos últimos tempos, alguma melhoria, o que permitirá abranger mais beneficiários até ao final de 2026.
“Embora os desembolsos não estejam a ocorrer com regularidade, aos poucos estamos a pagar às pessoas, em coordenação com o Tesouro Nacional. Portanto, temos a certeza de que, até ao final deste ano, havemos de cobrir todos os beneficiários do sistema em todo o país”, referiu Maria Siaca.
Siaca falava hoje (01), no decurso da VI Reunião Nacional de Planificação do Instituto Nacional de Acção Social, que decorreu na cidade de Chimoio, província de Manica, centro de Moçambique.
Na ocasião, a directora-geral reconheceu que nem todas as delegações do INAS têm registado uma assistência equilibrada.
Segundo Maria Siaca, algumas delegações efectuaram apenas um pagamento aos beneficiários, enquanto outras conseguiram prestar assistência até ao passado mês de Março.
Todavia, o processo continua, e o INAS central tem estado em estreita coordenação com o Tesouro Nacional para garantir o desembolso de recursos destinados a outros programas de assistência social que se encontravam em estado de latência.
“Para este caso, estamos a referir-nos às unidades sociais. Este ano, em todas as delegações houve desembolso para assistência nos primeiros seis meses.
Significa, com isso, que estamos num processo bastante encorajador, em que está em curso a retoma da assistência às pessoas que estão inscritas nos programas de protecção social”, disse Maria Siaca.
“O que nos preocupa agora é que isso deverá acontecer com a regularidade a que fomos habituados. Temos fé de que, a breve trecho, teremos este problema resolvido.”
A fonte acrescentou que, paralelamente à assistência directa que ocorre em todo o país, o INAS implementa, entre vários programas, a Acção Social Produtiva, que conta com cerca de 21 mil beneficiários apenas no primeiro semestre do ano em curso.
A VI Reunião Nacional de Planificação do Instituto Nacional de Acção Social teve a duração de um dia e debateu vários assuntos relacionados com o funcionamento do sector.
AIM/Redacção
