Maputo, 07 Set (AIM) – O Presidente da República, Daniel Chapo, lançou hoje o desafio da independência económica como a principal missão das novas gerações, defendendo uma economia moçambicana mais produtiva, competitiva e capaz de gerar prosperidade para todos.
Falando na Praça dos Heróis, em Maputo, durante a cerimónia de deposição de flores por ocasião do 52.º aniversário dos Acordos de Lusaka, Chapo afirmou que, depois de mais de cinco décadas dedicadas à consolidação da soberania, da integridade territorial e do Estado, Moçambique entra numa nova etapa da sua história.
“Lutar foi necessário para conquistar a liberdade do povo moçambicano, para libertar a Terra e o Povo. Trabalhar é necessário para conquistar a prosperidade. Este é o pacto com o nosso povo, este é o nosso compromisso com as futuras gerações”, declarou.
O Chefe do Estado explicou que a independência económica não significa isolamento, mas a construção de uma economia capaz de competir nos mercados nacional, regional e internacional, proporcionando melhores condições de vida à população.
Defendeu uma maior participação dos jovens nas cadeias de valor e considerou a juventude uma das prioridades do Governo.
“A vossa luta deve ser de conhecimento, luta da ciência, de tecnologia, de produção e de empreendedorismo para transformação económica de Moçambique”, apelou.
Chapo apontou igualmente o combate à corrupção como condição para o desenvolvimento, defendendo instituições eficientes e íntegras e um serviço público transparente, profissional, humanizado e célere, incluindo através da transformação digital.
Na sua intervenção, recordou que, à independência nacional, em 1975, 93 por cento da população moçambicana não sabia ler nem escrever, o país dispunha de apenas uma universidade e o acesso à electricidade era bastante limitado.
Apesar das guerras e das dificuldades enfrentadas ao longo dos anos, destacou os progressos registados nos sectores da educação, saúde, energia e formação superior.
Para o Presidente, essas conquistas devem servir de inspiração para a nova etapa, na qual a geração actual deverá transformar a independência política em prosperidade económica.
“A vitória de ontem deve inspirar-nos para as vitórias do amanhã. Por isso, ontem, a palavra de ordem foi ‘A Luta Continua’. Hoje, a palavra de ordem é ‘Vamos Trabalhar’”, afirmou.
No encerramento, Chapo apelou à união dos moçambicanos na construção de um desenvolvimento económico e social sustentável e inclusivo, capaz de beneficiar todos, independentemente da filiação política ou religiosa.
(AIM)
NL/
