Maputo, 07 Set (AIM) – O Presidente da República, Daniel Chapo, afirmou hoje que a paz, a estabilidade e a segurança são condições indispensáveis para a industrialização, o aumento da produção e a atracção de investimentos em Moçambique.
Discursando na Praça dos Heróis, em Maputo, durante a cerimónia de deposição de flores pelos 52 anos dos Acordos de Lusaka, Chapo relacionou directamente a segurança nacional com o desafio da independência económica que o país pretende alcançar.
“Não podemos construir fábricas onde existe insegurança. Não podemos aumentar a produção onde existe medo. Não podemos atrair investimento onde não existe estabilidade”, declarou.
Segundo o Chefe do Estado, desde 7 de Outubro de 2025 não foram registados novos casos de rapto no país, considerando este um sinal de progresso na luta contra este tipo de criminalidade.
“São 11 meses sem nenhum caso de rapto no país”, afirmou, acrescentando que o objectivo é garantir um Moçambique livre de raptos, terrorismo, branqueamento de capitais e tráfico de drogas.
Em relação ao terrorismo, Chapo afirmou que actualmente não existe nenhuma vila ocupada por grupos terroristas, atribuindo este resultado à actuação das Forças de Defesa e Segurança (FDS), da Força Local e de forças amigas.
Sublinhou, contudo, que a meta deve ser garantir que nenhum metro quadrado do território nacional permaneça sob controlo de grupos terroristas ou de interesses estrangeiros contrários aos interesses dos moçambicanos.
O Presidente considerou a paz, a estabilidade e a segurança elementos fundamentais para a concretização da independência económica, defendendo, igualmente, o fortalecimento das instituições e o combate à corrupção.
Neste contexto, apelou à construção de uma administração pública íntegra, transparente, profissional, eficiente e orientada para a prestação de melhores serviços aos cidadãos.
Chapo voltou a destacar o papel da juventude na construção do futuro do país, defendendo que os jovens devem assumir uma nova forma de luta, centrada no conhecimento, na ciência, na tecnologia, na produção e no empreendedorismo.
“A vossa luta deve ser de conhecimento, luta da ciência, de tecnologia, de produção e de empreendedorismo para transformação económica de Moçambique”, reiterou.
Para o Chefe do Estado, a geração que conquistou a independência nacional deixou às novas gerações a responsabilidade de preservar a paz e transformar as conquistas políticas em desenvolvimento económico e social.
No final, apelou aos moçambicanos para se unirem em torno de um desenvolvimento sustentável e inclusivo, capaz de beneficiar toda a população, independentemente da filiação política ou religiosa.
(AIM)
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