Maputo, 14 Set (AIM) – O Presidente da República, Daniel Chapo, quer que Moçambique reduza a taxa de desnutrição crónica infantil dos actuais cerca de 37 para 30 por cento até 2029, defendendo resultados concretos na implementação da Política e Estratégia de Segurança Alimentar e Nutricional 2024-2030.
Chapo falava hoje (14), em Maputo, na abertura da Primeira Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, sob o lema “Segurança Alimentar e Nutricional, Responsabilidade Colectiva para o Desenvolvimento de Moçambique”.
“Uma política só cumpre a sua finalidade quando transforma a vida do nosso povo”, afirmou o Chefe do Estado.
Defendeu que as prioridades da estratégia devem produzir resultados concretos nas províncias, distritos, postos administrativos, localidades e comunidades.
O Programa Quinquenal do Governo 2025-2029 estabelece como meta reduzir a desnutrição crónica infantil de cerca de 37 para 30 por cento até 2029, colocando a criança, particularmente nos primeiros anos de vida, no centro das intervenções.
Para alcançar este objectivo, Chapo apontou como prioridades o aumento da produtividade, a redução das perdas pós-colheita, o processamento dos produtos, o fortalecimento dos mercados e a garantia de acesso a alimentos seguros, nutritivos e diversificados.
Defendeu igualmente melhores condições para os produtores, incluindo infra-estruturas de escoamento e mecanismos de comercialização que assegurem preços capazes de valorizar o esforço dos agricultores e incentivar o aumento da produção nacional.
Por sua vez, o ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas, Roberto Albino, destacou a necessidade de uma abordagem multissectorial para enfrentar os desafios da segurança alimentar e nutricional, envolvendo diferentes sectores na definição e execução das intervenções.
“Precisamos de mais e melhor acção, mais investimento e uma coordenação efectiva entre os diferentes sectores para melhorar a segurança alimentar e nutricional no nosso país”, afirmou Albino, defendendo o reforço da colaboração e da convergência das intervenções de alto impacto.
A conferência, de dois dias, reúne membros do Governo, representantes de instituições públicas e privadas, parceiros de cooperação, organizações da sociedade civil, sector empresarial, academia e outros intervenientes ligados à segurança alimentar e nutricional, com vista a reforçar a coordenação e definir acções concretas para a implementação da PESAN 2024-2030.
(AIM)
Laura Tembe/mz
