Maputo, 16 Set (AIM) – O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, lamenta o falecimento do artista plástico Ídasse Ekson Malendza Tembe, ocorrido esta quarta feira (16), no Hospital Central de Maputo.
Em mensagem de condolências, o Chefe do Estado considera que “Moçambique perde hoje uma das figuras marcantes das suas artes plásticas”, cuja obra permanece como parte da memória colectiva nacional.
Ídasse Tembe, nascido a 01 de Julho de 1955, na cidade da Matola, pertenceu à geração de artistas que se afirmou nos primeiros anos da independência e contribuiu, segundo o Presidente
Chapo, para a construção de uma linguagem das artes plásticas moçambicanas.
Desenhador, pintor, ceramista, ilustrador e escultor, iniciou a participação em exposições colectivas em 1977 e, a partir de 1982, dedicou-se exclusivamente às artes plásticas.
O malogrado trabalhou no Instituto Nacional de Cinema, cujo Departamento de Arte é fundador, e integrou o movimento “Charrua”.
O Presidente da República sublinha que a melhor homenagem a Ídasse Tembe é preservar, estudar e divulgar a sua obra, para que as novas gerações conheçam o artista e o período da história cultural moçambicana de que foi protagonista.
Neste momento de dor, o Presidente da República endereça, em nome do Povo e do Governo de Moçambique e no seu próprio, as mais sentidas condolências à família, amigos, artistas e à comunidade cultural moçambicana.
Enquanto isso, a classe artística refere em comunicado recebido na redacção da AIM “hoje não perdemos apenas um artista. Perdemos um dos nossos pilares”.
“Foi mestre, foi conselheiro, foi amigo, foi irmão. A sua obra ficará nas telas, mas o seu maior legado está nas pessoas que ele formou e inspirou com a sua generosidade”, lê-se no documento.
Endereçando, as mais sentidas condolências à família, amigos, colegas e a todos que tiveram o privilégio de o conhecer, a classe artística sublinha que “a sua história é a nossa história. Até sempre, Mestre Ídasse”.
(AIM)
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