Maputo, 23 de Set (AIM) – O Governo dos Estados Unidos da América (EUA) está a fornecer refeições escolares a 170 mil crianças de 245 escolas primárias da Província de Maputo, numa iniciativa que coloca a nutrição infantil no centro dos esforços para melhorar a aprendizagem e preparar as novas gerações para o futuro.
A iniciativa integra o projecto “Nutrir para Aprender”, lançado na Província de Maputo com a participação da Encarregada de Negócios dos Estados Unidos da América, Abigail L. Dressel, e representa um investimento de 40 milhões de dólares do Governo norte-americano, através do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos da América (USDA).
O investimento procura contribuir para a permanência das crianças nas escolas e criar melhores condições para a aprendizagem.
A aposta parte do princípio de que uma nutrição adequada e uma maior assiduidade podem favorecer o desenvolvimento de competências essenciais ao longo da formação escolar.
O projecto surge associado a uma visão de longo prazo, virado para preparar crianças que hoje frequentam o ensino primário para, amanhã, integrarem a força de trabalho de Moçambique com maiores possibilidades de desenvolver competências e contribuir para o crescimento do país.
A iniciativa norte-americana pretende ligar a alimentação escolar a resultados que ultrapassam o espaço da sala de aulas. Ao assegurar refeições a milhares de crianças, o programa procura criar condições para que os alunos permaneçam na escola, tenham melhores condições para aprender e desenvolvam competências necessárias para o seu futuro.
Para o Governo dos Estados Unidos, a assistência externa ganha maior relevância quando se traduz em resultados concretos, contribui para o fortalecimento da auto-suficiência e responde a interesses partilhados entre os povos dos dois países.
O investimento coloca a alimentação escolar como uma das ferramentas de apoio ao desenvolvimento do capital humano, num momento em que Moçambique procura ampliar as oportunidades de aprendizagem e formação para as novas gerações.
A implementação do projecto envolve parceiros como a Save the Children e articula-se com iniciativas nacionais de alimentação escolar, incluindo o PRONAE, reforçando a aposta numa escola capaz de responder não apenas às necessidades educacionais, mas também às condições básicas que permitem às crianças aprender e permanecer no sistema de ensino.
