MAPUTO, 22 Set (AIM) – A Universidade Eduardo Mondlane (UEM) aumentou de cerca de 200 para 380 por ano o número de publicações científicas indexadas em bases internacionais, entre 2017 e 2026, no âmbito do programa de cooperação com a Suécia.
A evolução foi anunciada hoje, em Maputo, pelo Reitor da UEM, Manuel Guilherme Júnior, durante o seminário de encerramento do Programa UEM-Suécia 2017-2026 e lançamento da nova fase, que decorrerá até 2028.
Segundo o Reitor, o número de publicações indexadas em bases científicas internacionais passou de cerca de 200 por ano, no período entre 2010 e 2017, para 380 por ano, entre 2017 e 2026.
No mesmo período, a proporção de doutorados no Corpo Docente e Investigador da instituição aumentou de 20 por cento, em 2017, para 27 por cento, em 2026. Em sentido inverso, a percentagem de docentes com apenas o grau de licenciatura caiu de 32 para 25 por cento.
Apesar dos progressos, Manuel Guilherme Júnior reconheceu que a UEM ainda está abaixo da meta de pelo menos 50 por cento de doutorados no seu quadro académico e de investigação.
A fase concluída permitiu igualmente formar cerca de 60 doutorados e 150 mestres, além de melhorar as condições para o desenvolvimento da investigação, nomeadamente através do reforço das bibliotecas, dos sistemas de comunicação e dos mecanismos internos de garantia da qualidade.
Para o novo ciclo, que decorre de 2026 a 2028, a UEM pretende consolidar os resultados alcançados e reforçar as condições para a sua transformação numa universidade de investigação.
“Na nova fase, queremos criar até 2028 as condições necessárias para que a UEM funcione como universidade de investigação, em linha com o último ano de implementação do seu Plano Estratégico 2018-2028”, afirmou Manuel Guilherme Júnior.
Entre as prioridades está o reforço do fundo de investigação e inovação, bem como a mobilização efectiva de recursos e a sua alocação de forma transparente e meritocrática.
“Reforçar o fundo de investigação, a inovação central, através da sua regulamentação, mas, sobretudo, da mobilização efectiva de fundos e da sua alocação de forma transparente e meritocrática”, disse.
O Reitor revelou ainda que o Conselho Universitário aprovou um regulamento para a gestão dos processos de lançamento de concursos destinados ao financiamento da investigação, estando previsto o início dos primeiros concursos nos próximos tempos.
A nova fase prevê igualmente o fortalecimento das redes de cooperação, da gestão da investigação, da inovação e da transferência de conhecimento, com o objectivo de transformar os resultados da pesquisa em soluções concretas.
Por seu turno, o Embaixador da Suécia em Moçambique, Andrés Jato, destacou os resultados da parceria na formação de recursos humanos, afirmando que, ao longo da cooperação iniciada em 1978, cerca de 200 doutorados e 210 mestres beneficiaram do programa.
Segundo Jato, a fase encerrada em Junho foi a maior de sempre, envolvendo 15 universidades suecas e nove sul-africanas, através de 22 subprogramas, e permitiu formar 58 novos doutores.
O diplomata afirmou que a nova fase estará centrada na sustentabilidade e no fortalecimento da capacidade institucional da UEM, incluindo a criação de mecanismos destinados a aumentar a capacidade da universidade de mobilizar financiamento para a investigação.
“O seu sucesso vai fortalecer a capacidade da Universidade de atrair financiamento para a investigação, apoiar os investigadores e aumentar a visibilidade e o impacto da investigação e contribuir para o desenvolvimento de Moçambique”, afirmou.
O Programa UEM-Suécia 2017-2026 foi formalmente encerrado a 30 de Junho de 2026, enquanto a nova fase teve início a 1 de Julho e decorrerá até 31 de Dezembro de 2028.
(AIM)
SNN/pc
