Maputo, 22 Set (AIM) – Angola e Moçambique estão a reforçar a cooperação bilateral nas áreas de migração, formação de quadros, combate ao cibercrime e à criminalidade transnacional, bem como na circulação de cidadãos entre os dois países.
O ministro do Interior da República de Angola, Manuel Gomes da Conceição Homem, manteve esta terça-feira, em Maputo, um encontro de cortesia com a Primeira-Ministra moçambicana, Maria Benvinda Levi, no quadro da visita da delegação angolana a Moçambique.
O encontro aconteceu no âmbito dos trabalhos desenvolvidos por peritos e pelos ministros do Interior dos dois países, com vista ao reforço das relações de cooperação entre os respectivos ministérios.
Durante os dois dias de visita, peritos de Angola e Moçambique trocaram experiências e analisaram matérias de interesse comum, com destaque para a migração, formação de quadros, combate ao cibercrime e à criminalidade transnacional, criminalidade fronteiriça e circulação de cidadãos nos territórios dos dois países.
Na ocasião, o ministro do Interior de Angola destacou que a audiência com a Primeira-Ministra moçambicana serviu, entre outros aspectos, para apresentar os resultados dos trabalhos realizados pelos grupos de peritos e na reunião ministerial entre Angola e Moçambique.
“Acabamos de ser recebidos pela Primeira-Ministra, Maria Benvinda Levi. Na sequência desta nossa visita, tivemos um encontro de cortesia, onde, em primeiro lugar, viemos saudar, mas também transmitir os resultados do trabalho que, satisfatoriamente, estivemos a desenvolver no decurso dos dois dias, quer no grupo de peritos, quer na reunião de ministros de Angola e Moçambique”, afirmou.
Segundo o governante angolano, os trabalhos visam reforçar e fortalecer as relações entre o Ministério do Interior da República de Angola e o Ministério do Interior da República de Moçambique.
Manuel Homem explicou que o acordo assinado no domínio da migração deverá contribuir para melhorar a circulação de cidadãos angolanos e moçambicanos nos territórios dos dois países, além de reforçar a cooperação e a formação de quadros.
“Aquele acordo que foi assinado no domínio da migração vai permitir a melhoria do processo de circulação dos cidadãos angolanos e moçambicanos nos nossos territórios, o reforço da cooperação e a formação dos quadros dos dois países”, disse.
A criminalidade fronteiriça constitui igualmente uma das matérias no centro da cooperação entre os dois países, a par do reforço das acções de combate ao cibercrime, à criminalidade transnacional e à migração ilegal.
O ministro explicou que, no domínio da segurança pública, existem vários instrumentos de cooperação assinados entre Angola e Moçambique, alguns dos quais remontam à década de 1980 e necessitam de revisão e actualização.
“Estamos a falar de acordos que datam desde 1980 e que muitos destes precisam de ser revistos. Foram identificados nas reuniões conjuntas”, afirmou.
Para assegurar a implementação dos compromissos assumidos, foram constituídos pontos focais responsáveis pela avaliação dos documentos assinados anteriormente e pelo acompanhamento da sua efectivação.
Até Dezembro, os grupos técnicos deverão trabalhar na actualização destes instrumentos, tendo em conta os compromissos assumidos durante as reuniões conjuntas.
A formação de quadros constitui uma das áreas prioritárias da cooperação. Segundo o ministro, escolas práticas e instituições de formação de Angola e Moçambique deverão acolher quadros dos dois países, numa iniciativa destinada a promover a troca de conhecimentos e experiências.
(AIM)
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