Maputo, 22 de Set (AIM) – A União Europeia fez a sua primeira aproximação formal ao novo Governador do Banco de Moçambique, Felisberto Navalha, num encontro que colocou em cima da mesa o papel do banco central na condução das reformas económicas do país e a continuidade da cooperação entre Moçambique e o bloco europeu.
Os Chefes de Missão da União Europeia e dos seus Estados-Membros em Moçambique reuniram-se com novo timoneiro do Banco Central para o primeiro contacto institucional desde a sua recente nomeação, tendo aproveitado a ocasião para o saudar pela entrada em funções e reafirmar a importância do diálogo com o Banco.
O encontro acontece num período particularmente exigente para a economia moçambicana, colocando sobre a nova liderança do banco central a responsabilidade de contribuir para a estabilidade macroeconómica, reforçar a confiança no sistema financeiro e apoiar a implementação de reformas capazes de estimular um crescimento económico sustentável.
À frente do Banco de Moçambique, Felisberto Navalha terá pela frente a necessidade de conciliar os objectivos de estabilidade de preços, estabilidade financeira e preservação da confiança na moeda nacional com as exigências de uma economia que procura recuperar dinamismo.
A condução da política monetária, a gestão das pressões inflacionistas, a estabilidade do sector financeiro e o fortalecimento da credibilidade das instituições económicas serão alguns dos principais temas a acompanhar durante o seu mandato.
O Banco de Moçambique desempenha, neste contexto, um papel central na arquitectura económica do país. As decisões da instituição têm impacto directo sobre as condições de financiamento da economia, o comportamento do metical, a actividade do sistema bancário e as expectativas de empresas, investidores e consumidores.
A aproximação da União Europeia ao novo Governador ocorre num contexto em que o bloco europeu mantém um papel relevante na cooperação económica e institucional com Moçambique.
O encontro permitiu às duas partes abordar as perspectivas de continuidade do diálogo e da cooperação entre o Banco de Moçambique e a equipa da União Europeia, sinalizando a intenção de manter canais de comunicação abertos sobre as reformas económicas em curso.
Segundo UE a reunião representa uma oportunidade para alinhar expectativas em torno de uma agenda económica que envolve estabilidade, reformas institucionais, desenvolvimento do sector privado e criação de condições para um crescimento mais inclusivo.
Para Moçambique, a União Europeia constitui um parceiro económico e de desenvolvimento com presença em diferentes áreas da economia. Para o bloco europeu, a estabilidade económica e institucional de Moçambique é igualmente relevante para o aprofundamento das relações bilaterais e para a criação de um ambiente favorável ao investimento e à actividade empresarial.
A reunião entre os representantes europeus e o novo Governador do Banco de Moçambique abre, assim, uma nova etapa no relacionamento institucional entre as duas partes.
A continuidade do diálogo poderá ser determinante para acompanhar as reformas económicas, trocar experiências e identificar áreas em que a cooperação europeia possa apoiar os esforços nacionais.
Para o banco central, o desafio será transformar o diálogo institucional em resultados concretos, preservando a autonomia e a credibilidade do banco central enquanto contribui para os objectivos mais amplos de estabilidade e desenvolvimento económico do país.
Para a União Europeia, a aproximação ao novo Governador representa a oportunidade de reforçar uma parceria económica que poderá assumir importância crescente à medida que Moçambique procura consolidar as suas reformas, atrair investimento e criar bases mais sólidas para o crescimento.
(AIM)
