Maputo, 13 Out (AIM) – Moçambique foi seleccionado como um dos 17 países prioritários de uma iniciativa de apoio ao sector da saúde, que prevê a disponibilização de até 26 milhões de dólares para o primeiro ano, com vista a ampliar o acesso aos serviços essenciais, sobretudo nas comunidades vulneráveis e nas zonas de difícil acesso.
A iniciativa, que envolve o Governo moçambicano e parceiros de cooperação, está a ser objecto de um workshop de cocriação, que decorre de 13 a 15 de Outubro, em Maputo, com o apoio do Governo dos Estados Unidos da América e da organização World Vision Moçambique.
Durante a cerimónia de lançamento, José Manuel, representante do Ministério da Saúde, afirmou que a iniciativa deverá contribuir para fortalecer os cuidados de saúde primários, aproximar os serviços das comunidades e reforçar a ligação entre as unidades sanitárias e as populações.
O responsável explicou que a iniciativa se enquadra nos esforços de fortalecimento do Sistema Nacional de Saúde, com maior liderança e capacidade de financiamento por parte de Moçambique. Destacou igualmente o papel das organizações baseadas na fé, tendo em conta a sua proximidade com as famílias e a influência que exercem nas comunidades.
Por sua vez, Mark Troger, director do Escritório de Assistência Externa da Embaixada dos Estados Unidos da América, confirmou a selecção de Moçambique entre os 17 países prioritários, com uma verba de até 26 milhões de dólares prevista para o primeiro ano.
Segundo Troger, os fundos complementam os 1,8 mil milhões de dólares previstos no memorando de entendimento assinado entre os governos dos Estados Unidos da América e de Moçambique para apoiar o sector da saúde.
O responsável salientou ainda a importância das organizações religiosas e comunitárias na identificação das necessidades locais e na mobilização das populações, sobretudo nas zonas onde o acesso aos serviços de saúde é limitado.
Entretanto, Maria Carolina Darcil, representante da World Vision Moçambique, reafirmou o compromisso da organização em trabalhar com o Governo e os parceiros para ampliar o acesso aos serviços de prevenção, diagnóstico, tratamento e cuidados de saúde.
A responsável considerou que os desafios do sector exigem não só a prestação de serviços, mas também o envolvimento das comunidades, o fortalecimento das famílias e a criação de relações de confiança que incentivem a procura de cuidados médicos.
A iniciativa pretende reforçar a ligação entre as estruturas comunitárias e as unidades sanitárias, melhorar a cobertura dos cuidados de saúde primários e ampliar o acesso aos serviços, com particular atenção às mulheres, crianças e comunidades mais vulneráveis.
O programa prevê igualmente medidas destinadas a assegurar a continuidade das acções após o término do financiamento externo\.
(AIM)
Laura Tembe (LT)/pc
