Presidente da República, Daniel Chapo (centro), dirige a cerimónia oficial de abertura do Fórum Global sobre Inovação e Acção para Imunização e Sobrevivência Infantil. Foto de Carlos Júnior
Maputo, 22 Jul (AIM) – O Presidente da República, Daniel Chapo, anunciou hoje números encorajadores sobre a mortalidade infantil no país que caiu de 201 para 60 óbitos por mil nados vivos entre 1997 e 2022, um indicador de progresso significativo no sistema de saúde materno infantil.
As melhorias são atribuídas a décadas de investimento em programas prioritários, que incluem, construção de hospitais distritais sob o programa “Um Distrito, Um Hospital Distrital, revitalização do subsistema comunitário de saúde, formação acelerada de profissionais especializados em saúde materno-infantil, abordagem integrada de prevenção e tratamento das principais doenças infantis e introdução de novas vacinas.
O anúncio foi feito hoje, na abertura do Fórum Global de Inovação e Ação para a Imunização e Sobrevivência Infantil 2025, que decorre até 24 de julho em Maputo, reunindo líderes de saúde global, decisores políticos, pesquisadores e parceiros internacionais.
“Em Moçambique, também temos vindo a registar progressos assinaláveis na redução da mortalidade infantil, que passou de 201 para 60 por mil nados vivos, entre 1997 e 2022”, informou Chapo.
Segundo Chapo, a vacinação infantil tem sido essencial nesse processo, com ações como a ampliação da cadeia de distribuição de vacinas e campanhas eficazes para aumentar a adesão da população.
“A vacinação é fundamental na prevenção de doenças, na promoção da saúde infantil e na redução dos custos de tratamento”, reiterou o Presidente.
Apesar dos progressos nacionais, o Presidente expressou preocupação com a persistência da mortalidade infantil na África Subsaariana, realçando fatores que freiam os avanços, nomeadamente, os impactos da pandemia de COVID 19, eventos climáticos extremos, como inundações e secas e redução significativa do financiamento externo de saúde.
Esses desafios resultam em risco ao cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, especialmente o que prevê a redução da saúde infantil até 2030.
O evento em Maputo é uma oportunidade para promover o diálogo entre decisores globais e acelerar os avanços na redução da mortalidade infantil.
Durante o evento, Chapo agradeceu à Fundação Gates, ao governo da Espanha, à Agência Espanhola de Cooperação para o Desenvolvimento Internacional e à Fundação La Caixa, representada pela Infanta Cristina, por apoiarem a realização do fórum e a cooperação contínua com Moçambique.
Moçambique reafirma-se como referência regional em resultados de saúde pública, mas reconhece que o caminho ainda é longo para eliminar definitivamente a mortalidade infantil.
(AIM)
Paulino Checo/
