Actividade de garimpo
Maputo, 06 Fev (AIM) – As autoridades sanitárias da província central de Tete estão a intensificar acções para travar a propagação da cólera nas zonas de garimpo artesanal, consideradas áreas de elevado risco devido às precárias condições de saneamento e à elevada concentração desordenada de pessoas.
No âmbito desta estratégia, encontra-se em curso o mapeamento das áreas de mineração artesanal mais vulneráveis à eclosão de surtos de cólera, sobretudo nos distritos com elevado potencial de recursos naturais.
A informação foi avançada pelo médico-chefe provincial da Saúde, Hélder Dombole, em declarações à Rádio Moçambique, emissora nacional, onde explicou que a iniciativa visa identificar focos críticos de doenças de origem hídrica resultantes do fraco saneamento do meio nas zonas de garimpo.
O mapeamento abrange os distritos de Changara, Marara, Cahora Bassa, Moatize, Chiuta e Chifunde, bem como Macanga, Tsangano, Angónia, Marávia e Zumbo, regiões onde se concentram extensas áreas de mineração artesanal.
De acordo com as autoridades de saúde, a acção tem como objectivo melhorar as condições de higiene, garantir o acesso à água potável, promover a construção e utilização de latrinas e incentivar práticas adequadas de gestão de resíduos sólidos.
As zonas de garimpo artesanal são apontadas como focos críticos de vulnerabilidade sanitária, devido à ausência de infra-estruturas básicas, à inexistência de unidades sanitárias e à aglomeração populacional, factores que criam condições favoráveis à rápida disseminação da cólera.
Segundo Hélder Dombole, o mapeamento permitirá reforçar as medidas de prevenção e orientar intervenções multissectoriais, com vista à adopção de práticas seguras de higiene e saneamento básico pelas comunidades que vivem nas áreas de mineração artesanal.
“Nestas áreas de mineração artesanal, nos garimpos, as condições de saneamento de meios são extremamente precárias, as comunidades vivem em pequenos agrupamentos sem latrinas, sem água potável, não fazem o tratamento da água e isto propicia a transmissão da cólera e porque não temos unidades sanitárias nessas regiões, por isso que houve casos de óbitos de diarreia”, disse.
O médico-chefe provincial deixou ainda um apelo à população para reforçar as medidas de prevenção, alertando para a gravidade da doença.
“É por isso que nós queremos aproveitar esta ocasião, para deixar um grande apelo à nossa população em geral, para se prevenir da cólera. A cólera é uma doença extremamente letal, quando não tratada de forma antepada ela pode levar à morte em menos de duas, três horas de tempo”, acrescentou.
(AIM)
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