Presidente da República, Daniel Chapo, participa na 35ª Conferência dos Chefes de Estado e de Governo dos Países Membros do Mecanismo Africano de Revisão de Pares, em Adis Abeba, Etiópia
Maputo, 13 Fev (AIM) – O Presidente da República, Daniel Chapo, afirmou hoje que África está a demonstrar ao mundo não apenas a sua liberdade conquistada, mas também a capacidade de construir sistemas de boa governação assentes na responsabilidade, justiça e ambição de prosperidade, destacando o papel do Mecanismo Africano de Revisão de Pares (MARP) como expressão de maturidade institucional do continente.
Falando esta sexta-feira (13), durante o Fórum Africano dos Chefes de Estado e de Governo dos Países Membros do MARP, em Addis Abeba, capital etíope, o Chefe de Estado moçambicano sublinhou que “África demonstrou ao mundo que a liberdade de conquista é uma realidade”, acrescentando que, actualmente, os africanos demonstram igualmente que “a boa governação se constrói”.
Referindo-se ao MARP, considerou tratar-se de “uma das mais nobres expressões de maturidade institucional do nosso continente”, salientando que o mecanismo traduz a coragem dos Estados africanos de avaliarem o seu próprio desempenho.
“Nele afirmamos, com confiança, que temos a coragem de avaliar o que nós estamos a realizar, com a promessa de continuar a construir um continente governado com responsabilidade, orientado pela justiça e movido pela ambição de prosperar”, declarou.
O estadista explicou que Moçambique está concentrado em quatro áreas principais, começando pela democracia e governação política. Neste contexto, destacou o Diálogo Nacional Inclusivo como instrumento essencial para consolidar a democracia e promover uma governação cada vez mais participativa.
Entre 2020 e 2024, apontou a desmobilização, desarmamento e reintegração dos homens armados da Renamo como uma das grandes realizações do país no reforço da estabilidade política.
“Vamos continuar a trabalhar e dialogar com todos os moçambicanos para construir um país melhor, porque decidimos que onde se deve conversar temos que encontrar consensos e escolhemos reconciliar o povo moçambicano para construirmos o nosso futuro”, afirmou.
No domínio da governação e gestão económica, indicou que foi criado um gabinete de reformas e projectos estratégicos com vista à reforma do Estado, com enfoque na transparência, integridade, responsabilidade e boa governação.
“A estruturação económica do país é uma realidade para criarmos melhores condições de vida para o povo moçambicano”, disse, acrescentando que, ao nível da governação corporativa, estão em curso várias reformas orientadas para o desenvolvimento económico e social. O combate à corrupção, a transparência e a boa governação, frisou, “guiam o nosso dia-a-dia”.
No capítulo do desenvolvimento socioeconómico, revelou que, antes da deslocação a Addis Abeba, o país realizou a sua primeira conferência nacional sobre digitalização, no âmbito do processo de modernização da administração pública.
“Estamos a digitalizar os serviços públicos para criar melhor transparência, prestar melhor serviço público ao povo moçambicano, com integridade, com responsabilidade e com competência”, explicou.
O governante destacou ainda que as prioridades económicas incluem a industrialização, a agricultura, energia, infra-estruturas, corredores de desenvolvimento e turismo.
Referiu, a propósito, a inauguração recente de uma das maiores fábricas de grafite do continente africano e a retoma de projectos de gás natural no norte do país.
Na vertente social, reafirmou o compromisso de continuar a criar melhores condições de vida para a população, com especial atenção à assistência social.
Antes de concluir, agradeceu a solidariedade manifestada pelos países africanos face às cheias e inundações que afectam Moçambique.
“Temos recebido uma grande solidariedade”, afirmou, acrescentando: “Não podia terminar sem dizer muito obrigado a todos e continuemos unidos para continuar a construir este nosso continente”.
(AIM)
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