Director provincial de Saúde em Manica, Firmino Jaqueta
Chimoio (Moçambique), 17 Fev (AIM) – O distrito de Guro, na província de Manica, em Moçambique, está a registar um aumento de casos de cólera, embora o número de mortes se mantenha estável em dois, segundo dados divulgados pelas autoridades de saúde.
O número cumulativo da doença situa-se actualmente em 72 casos, informou o director provincial de Saúde, Firmino Jaqueta, no final da II sessão do Conselho Executivo Provincial de Manica, realizada esta terça-feira em Chimoio.
“Desde finais do mês de Janeiro a esta parte notificamos um cumulativo de 72 casos da cólera que resultaram em dois óbitos. Apesar do aumento de casos no distrito de Guro podemos considerar que a doença está controlada”, afirmou.
Segundo o responsável, as unidades sanitárias já não registam enchentes, embora persistam focos da doença nas comunidades.
“Já não temos enchentes nas unidades sanitárias, apesar de ainda existirem focos da doença nas comunidades. As pessoas já sabem que qualquer suspeita devem dirigir-se às unidades sanitárias”, disse.
Algumas zonas do distrito já se encontram livres da doença, nomeadamente os povoados de Bunga, Deuwa e a sede de Guro.
Segundo a fonte, os casos activos concentram-se actualmente no povoado de Nhapungo, onde ainda há pacientes internados.
“Há um esforço por parte das autoridades sanitárias do distrito e da província com vista a evitar a propagação e estancar a doença. É um trabalho que está sendo feito em colaboração da população”, acrescentou.
As autoridades estão a intensificar a desinfecção das fontes de água com cloro e Certeza, bem como a distribuição destes produtos às comunidades.
“Estamos a massificar o uso correcto de cloro e Certeza nas fontes de abastecimento de água. Também estamos a distribuir às comunidades para que, mesmo em casa, usem esses purificadores da água. Os resultados são bons a avaliar pelo aumento do número de comunidades que já estão livres da doença”, explicou.
Paralelamente, decorrem campanhas de sensibilização sobre medidas básicas de prevenção, incluindo lavagem das mãos com água e sabão ou cinza, uso de latrinas e eliminação de focos de água parada.
“Eliminar os charcos de água, fazer a limpeza das nossas casas, quintais e usar correctamente a latrina, eliminar o lixo. Essas também são medidas adequadas para evitarmos contaminação pela doença das mãos sujas”, sublinhou.
(AIM)
Nestor Magado (NM) /sg
