Maputo, 04 de Março de 2026 (AIM) — A Embaixada de Israel em Luanda anunciou oficialmente o encerramento com sucesso da Missão Humanitária de Emergência em Moçambique, conduzida pela organização NATAN com apoio institucional daquela representação diplomática.
A missão decorreu ao longo de duas semanas nas zonas severamente afectadas pelas recentes cheias, particularmente na região sul do país, onde infra-estruturas de saúde foram fortemente danificadas.
A delegação médica israelense regressou a Israel após cumprir os seus objectivos de assistência médica de emergência. Cita um comunicado de imprensa da organização.
Durante o período de intervenção, a equipa multidisciplinar, composta por médicos, enfermeiros, assistentes sociais e pessoal de apoio, prestou cuidados médicos directos a mais de 500 mulheres e crianças. Operando em condições logísticas exigentes, através de clínicas móveis instaladas em diferentes aldeias, os profissionais concentraram-se nas comunidades mais vulneráveis e isoladas.
De acordo com a nota, um dos momentos mais marcantes da missão ocorreu quando uma enfermeira-parteira israelense assistiu uma mulher em trabalho de parto activo numa clínica móvel ao ar livre.
Em coordenação com o pessoal médico moçambicano, foi possível garantir o nascimento seguro de uma bebé saudável, um episódio que simbolizou o espírito de cooperação e solidariedade que marcou toda a intervenção.
A Embaixada de Israel em Luanda, com jurisdição sobre Moçambique, desempenhou um papel fundamental na coordenação que permitiu a rápida mobilização e eficácia da equipa no terreno.
Em declarações em Luanda, citado na nota, o Embaixador Leo Vinovezky destacou o empenho dos profissionais envolvidos:
“Estamos imensamente orgulhosos do trabalho incansável e da dedicação profunda da equipa da NATAN. Esta missão não se limitou ao tratamento médico; tratou-se de oferecer dignidade e uma mão amiga num momento de desastre. Estamos juntos.”
O Estado de Israel expressou igualmente o seu profundo agradecimento às autoridades locais e regionais, bem como ao Governo da República de Moçambique, sublinhando que a estreita colaboração institucional foi essencial para garantir que a ajuda chegasse de forma segura e eficiente às populações mais necessitadas.
(AIM)
