Legenda: Vacina oral contra a cólera. Fonte OMS
Maputo, 27 Abr (AIM) – Moçambique reforçou hoje o Programa Nacional de Vacinação com a expansão da cobertura para 14 doenças e a introdução de novas vacinas, incluindo contra a malária e o papilomavírus humano (HPV), no quadro dos esforços para reduzir a mortalidade infantil e prevenir doenças evitáveis.
A informação foi avançada esta segunda-feira, na província de Maputo, pelo ministro da Saúde, Ussene Isse, durante o lançamento da Semana Africana de Vacinação, sob o lema “Para cada geração, as vacinas funcionam”, iniciativa que reuniu Governo, parceiros de cooperação e organizações internacionais em torno da promoção da imunização no país.
Na ocasião, o ministro reiterou que a vacinação constitui uma prioridade do Executivo no domínio da saúde pública, destacando o seu papel decisivo na prevenção de doenças e na protecção da infância.
“Há 47 anos que Moçambique vacina o seu povo. Temos no país vacinas para proteger contra 14 doenças que matam neste país”, afirmou, sublinhando que o calendário vacinal tem vindo a ser progressivamente alargado.
O governante referiu que o país continua a introduzir novas vacinas e a reforçar campanhas de imunização.
“Estamos a vacinar contra a malária, contra o HPV e vamos introduzir a vacina da hepatite B”, disse, acrescentando que decorrem igualmente campanhas contra a poliomielite, cólera e Mpox, no âmbito da prevenção de surtos.
Isse destacou ainda os ganhos do programa na redução da mortalidade infantil, sublinhando o impacto directo da imunização na sobrevivência das crianças.
“A vacinação é uma poderosa arma para prevenir doenças e para salvar vidas”, referiu.
O ministro chamou igualmente a atenção para a importância da correcta gestão da cadeia de frio, apelando ao uso adequado dos equipamentos distribuídos às unidades sanitárias.
“As geleiras com painéis solares são para conservar vacinas. Estes equipamentos têm um propósito único”, advertiu.
As intervenções contam com o envolvimento de parceiros internacionais do sector da saúde, que reafirmaram o apoio ao programa de imunização, com enfoque no reforço da cadeia de frio, da logística e da expansão da cobertura em zonas de difícil acesso.
Já a representante da UNICEF, Mary Louis, sublinhou que persistem desafios no acesso universal à vacinação, sobretudo entre crianças que ainda não receberam qualquer dose.
“Apesar dos progressos alcançados, ainda registamos crianças de zero dose, que não receberam uma única vacina”, afirmou.
Louis defendeu o reforço dos serviços de vacinação de rotina como prioridade para reduzir desigualdades.
“Chegar até elas deve continuar a ser a nossa prioridade comum através do reforço dos serviços de vacinação de rotina”, disse.
Por sua vez, a representante da Organização Mundial da Saúde (OMS), Nelida Cabral, destacou o impacto da imunização na saúde pública global.
“Mais crianças sobrevivem hoje para comemorar o seu primeiro aniversário do que em qualquer outro momento da história”, afirmou.
Cabral acrescentou que a vacinação permanece uma das intervenções mais eficazes da saúde pública.
“A sua expansão é essencial para proteger todas as crianças”, referiu.
(AIM)
NL/ sg
