Primeira-ministra, Benvinda Levi
Maputo, 14 Maio ( AIM) – A primeira ministra moçambicana, Benvinda Levi, desafiou hoje (14) em Maputo, aos novos quadros das empresas públicas , nomeadamente Presidente do Conselho de Administração (PCA) do Instituto de Gestão das Participações do Estado (IGEPE), Danilo Mussa Nanla, PCA da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH), Rudéncio Morais e do Fundo de Fomento de Hbitacao (FFH), Amorim Manuel Pery, a promover reformas, boas práticas e transparência, no exercício das funções.
Relativamente ao IGEPE, Benvinda Levi, orientou ao novo PCA no sentido de melhorar mecanismos que garantam a consolidação do processo de reestruturação, viabilização económica das empresas participadas pelo Estado.
Recomendou para a rentabilização das empresas participadas pelo Estado, no controlo do risco fiscal, sustentabilidade financeira e prevenção do sobre endividamento.
Exigiu a transparência, prestação de contas, controlo interno das empresas públicas e participadas, contribuindo para optimização da gestão da carteira de participações do Estado e aumento da gestão de receitas de capital.
” Recomendamos ao novo PCA do IGEPE e a sua equipe de trabalho que sejam mais proactivos e criativos no aprofundamento e consolidação das reformas em curso de modo a que tenhamos uma gestão empresarial pública, mais eficiente, sustentável e orientada para geração de mais recursos para o tesouro público e melhoria de condições de vida dos moçambicanos “, disse.
Desafiou igualmente para a atracção de mais investimentos público privado, desenvolvimento económico e da inclusão social.
Quanto a nomeação do engenheiro Rudéncio Morais, para o cargo de PCA da ENH, ocorre numa fase decisiva do país, sobretudo na transformação dos recursos naturais em benefícios concretos.
Fez saber que o processo de exploração dos hidrocarbonetos, particularmente o gás natural, requer um posicionamento institucional para salvaguardar o interesse estratégico, económico e energético nacional.
“Ao capitalizarmos os benefícios da exploração dos Hidrocarbonetos, estamos a dinamizar o crescimento da nossa economia, diversificação e incrementar às fontes de receitas para o Estado, expandir às Infra-estruturas de apoio ao sector e de industrialização, assim como criar mais postos de trabalho, renda em especial para jovens e mulheres “, disse.
Segundo a primeira ministra, a missão conferida ao empossado exige liderança, visão estratégica, inovação e capacidade de execução.
“É assim que esperamos que o PCA da ENH e a sua equipe concentrem atenção para que os grandes projectos da Bacia do Rovuma bem como iniciativas de monetização o do gás no país, avançem de forma consciente para o desenvolvimento industrial e para a redução da dependência nacional de prioridades importantes “, disse.
Sublinhou que a ENH e o sector petrolífero nacional devem olhar para os desafios que o mundo e Moçambique, em particular enfrentam em consequência do conflito no Estreito de Ormuz.
” A nova direcção da ENH deve igualmente desenvolver acções que contribuem para que o gás natural seja utilizado como matéria-prima estratégica para a produção de fertilizantes, combustíveis e produtos petroquimicos, o que irá impulsionar os sectores agrícola e industrial do nosso país “, disse.
Acrescentou que o país necessita de instituições fortes, modernas e capazes de responderem aos desafios do presente e do futuro de forma eficiente, transparente, financeiramente e sustentável, orientados para resultados concretos que tenham impacto positivo na vida de cidadãos.
” Esperamos que vós que sejam dirigentes com visão estratégica, capacidade de liderança, sentido ético e compromisso patriótico, dirigentes que estimulam o seu colectivo a contribuir positivamente para o alcance dos objectivos e metas definidas para cada instituição “, disse.
(AIM)
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