Maputo, 16 Jul (AIM) – A Primeira-Ministra, Benvinda Levi, diz que valeu a pena Moçambique ter apostado em criar, há trinta anos, o Centro de Investigação em Saúde da Manhiça (CISM), a cerca de 76 quilómetros a norte da cidade de Maputo, sul do país.
“Trinta anos depois, podemos afirmar, com orgulho: essa aposta valeu a pena”, disse quarta-feira a Primeira-Ministra por ocasião da celebração dos 30 anos do CISM, ocasião que contou com a presença especial da Sua Alteza Real Infanta Dona Cristina, da Espanha.
Com efeito, o CISM tornou-se uma referência científica em África e no mundo.
“Hoje, celebramos os trinta anos do Centro de Investigação em Saúde da Manhiça. Celebramos uma instituição que conquistou o seu lugar no panorama científico nacional, regional e internacional. Mas, acima de tudo, celebramos as pessoas que tornaram este sonho realidade: investigadores, profissionais de saúde, parceiros e comunidades que acreditaram que a ciência pode salvar vidas”, afirmou.
Disse que foi em 1996, altura em que Moçambique ainda enfrentava os desafios da reconstrução nacional que o país e a Espanha, juntamente com parceiros científicos e académicos, fizeram uma aposta de grande visão: “produzir ciência em Moçambique para responder aos problemas de saúde dos moçambicanos.”
De acordo com a Primeira-Ministra, o trabalho do CISM ajudou a compreender e enfrentar doenças que afectam milhões de pessoas, como a malária, a tuberculose, o HIV/SIDA e as doenças respiratórias e diarreicas, sendo que um dos seus marcos mais relevantes foi a participação no desenvolvimento clínico da primeira vacina contra a malária.
“É uma conquista que honra a Manhiça, honra Moçambique e dá esperança a muitas famílias africanas,” sublinhou.
Os estudos realizados pelo Centro também contribuíram para a introdução de vacinas essenciais no Programa Alargado de Vacinação, incluindo as vacinas contra o Haemophilus influenzae tipo b, o pneumococo, o rotavírus e o HPV.
Para Levi “Isto mostra-nos uma verdade simples: a ciência produzida no nosso país melhora a vida das nossas crianças, das nossas famílias e das nossas comunidades.”
A Primeira-Ministra disse que investir na ciência “é investir na nossa soberania”.
segundo Levi, “é também conhecer os nossos desafios. É criar soluções adequadas à nossa realidade. É preparar o país para enfrentar epidemias, alterações climáticas, resistência antimicrobiana e outros desafios do nosso tempo.”
De acordo com Levi, Moçambique precisa de mais ciência. Precisa de mais investigadores. Precisa de mais inovação feita no país, por isso o “Governo renova o compromisso de apoiar a formação avançada dos jovens, reforçar as instituições de investigação e criar condições para que o conhecimento produzido no país contribua para um desenvolvimento sustentável, inclusivo e resiliente.”
Para os próximos trinta anos, a Primeira-Ministra desejou um CISM ainda mais forte: mais sustentável, mais inovador, mais próximo das comunidades e cada vez mais preparado para responder aos desafios da saúde no país e no continente africano.
Benvinda Levi participou na gala das celebrações do CISM em representação do Presidente da República, Daniel Chapo.
(AIM)
mz
