Matola (Moçambique), 11 Out (AIM) – O Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas (MAAP) vai formar 2.650 jovens provenientes de 38 distritos de Moçambique, no âmbito de um programa destinado a promover o empreendedorismo e criação de emprego no subsector do mar e pescas.
Deste universo, 50 por cento são mulheres.
A iniciativa lançada, semana finda, na cidade industrial da Matola, província de Maputo, sul do país, pelo secretário de Estado do Mar e Pescas, Momade Arnaldo Juízo, conta com o apoio do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e pretende dotar os beneficiários de competências técnicas para desenvolver actividades económicas e criar oportunidades de rendimento nas suas comunidades.
“Neste programa, formaremos 2.650 jovens oriundos de 38 Distritos do nosso país, dos quais 50 por cento são mulheres”, anunciou.
O programa abrange jovens das províncias de Nampula, Niassa, e Cabo Delgado, no norte do país, Zambézia, Tete, Manica, e Sofala, no centro, e Inhambane, na região sul, privilegiando as comunidades rurais, onde o Governo pretende ampliar as oportunidades de formação profissional e de participação na actividade económica.
A iniciativa procura facilitar a transição da formação para o emprego e o empreendedorismo, permitindo que os jovens adquiram competências para desenvolver negócios sem necessariamente abandonar os seus locais de origem.
“Por muito tempo, dissemos aos nossos jovens: ‘estudem’. Hoje, estamos a dizer algo mais forte: ‘estudem, e nós caminharemos convosco até ao emprego. Até ao negócio. Até à independência’”, afirmou.
No âmbito da formação, os beneficiários terão acesso a cursos ligados à aquacultura e à cadeia de valor da pesca, incluindo competências complementares em refrigeração e electricidade instaladora, áreas consideradas relevantes para o desenvolvimento de actividades produtivas no sector.
Depois da formação, cada jovem receberá um kit de trabalho para facilitar o início de uma actividade por conta própria, com a perspectiva de promover o auto-emprego e permitir a criação de postos de trabalho para outras pessoas.
Juízo defendeu que o sucesso da iniciativa deverá ser avaliado pelos resultados concretos alcançados pelos beneficiários, nomeadamente a criação de negócios e a geração de emprego.
“Que daqui a um ano, quando voltarmos aqui, não contaremos quantos jovens formámos. Contamos quantas oficinas abriram, quantos tanques e gaiolas de criação de peixe, quantos empregos surgiram”, sublinhou.
O secretário de Estado apelou igualmente ao sector privado para disponibilizar estágios profissionais e oportunidades de primeiro emprego, de modo a facilitar a integração dos jovens no mercado de trabalho.
Por sua vez, a directora do FIDA em Moçambique, Joana Keitaanranta, afirmou que a iniciativa pretende preparar a juventude para assumir papel activo na economia, através do emprego e criação de negócios.
“Queremos que os jovens não apenas estejam preparados para entrar no mercado de trabalho, mas também capacitados para se tornarem empreendedores, inovadores e criadores de emprego, num sentido amplo”, declarou.
O programa visa reforçar a participação da juventude no desenvolvimento da economia azul, através da formação técnica, do empreendedorismo e da criação de oportunidades económicas, com particular enfoque nas comunidades rurais.
(AIM)
SNN/mz
