Chimoio (Moçambique), 27 Out (AIM) – A província de Manica, no centro de Moçambique, regista uma taxa de prevalência do HIV de 7,9 por cento, considerada a mais baixa do país.
Segundo dados do Inquérito Nacional sobre o Impacto do HIV/SIDA (INSIDA), em 2009, Manica ocupava a quinta posição, com uma taxa de prevalência de 15,3 por cento.
No Inquérito Nacional sobre Malária, HIV/SIDA de 2015 (IMASIDA), a província passou para a oitava posição, enquanto, no inquérito realizado em 2021, figurava na última posição.
A redução da taxa de prevalência é atribuída às acções de sensibilização para o uso do preservativo, considerado um dos principais métodos de prevenção, bem como às actividades de monitoria e outras iniciativas de carácter preventivo desenvolvidas nas comunidades, com o envolvimento de vários intervenientes na luta contra o HIV.
Ao nível distrital, nos primeiros nove meses de 2026, a cidade de Chimoio registou a maior taxa de prevalência do HIV, com 10,1 por cento, enquanto o distrito de Báruè apresentou a mais baixa, com 1,7 por cento.
O secretário executivo do Conselho Provincial de Combate ao SIDA em Manica, Meque Madoda, afirmou que o sector tem vindo a desenvolver actividades destinadas a reduzir as novas infecções e as mortes relacionadas com a doença, bem como a eliminar barreiras sociais e estruturais à prevenção, aos cuidados e ao tratamento do HIV.
As palestras nas comunidades sobre o uso correcto do preservativo e outras práticas de prevenção continuam a constituir as principais estratégias do sector. As acções abrangem, sobretudo, comunidades localizadas ao longo dos principais corredores rodoviários da província e nas zonas fronteiriças com países vizinhos.
“A nossa principal estratégia é massificar o uso correcto do preservativo e promover outras práticas para evitar novas infecções. O grupo-alvo são as comunidades ao longo dos corredores rodoviários e dos distritos que fazem fronteira com alguns países. Os resultados são positivos, porque estamos a registar uma redução gradual da taxa de prevalência na província”, disse Madoda.
Acrescentou que as trabalhadoras de sexo e a população reclusa também fazem parte dos grupos-alvo do plano de actividades do sector.
“Nestes locais, temos realizado campanhas de sensibilização e palestras para promover uma maior adesão ao uso do preservativo”, afirmou.
Madoda falava durante a primeira sessão do Conselho Provincial de Combate ao SIDA, realizada hoje (27), na cidade de Chimoio, capital provincial de Manica.
O encontro serviu para avaliar as actividades desenvolvidas pelo sector entre Janeiro e Setembro do corrente ano.
Na ocasião, o secretário de Estado na província de Manica, Lourenço Lindonde, reconheceu a tendência de redução da prevalência do HIV, mas defendeu o reforço das intervenções para acelerar os progressos alcançados.
“A tendência é de redução dos níveis de prevalência em quase todos os distritos. Mas queremos mais trabalho. A meta deverá ser uma prevalência zero na nossa província. Isso exige de todos um comportamento responsável, para que Manica não registe novas infecções”, afirmou Lindonde.
Segundo o governante, o HIV/SIDA continua a ser um problema de saúde pública, pelo que considera fundamental reforçar a comunicação e a colaboração com os parceiros para travar a propagação da doença, que continua a afectar a população da província e do país em geral.
“Nesta reunião, queremos debater os desafios e encontrar soluções para este problema. Mas este trabalho exige o envolvimento de toda a população. Continuemos a realizar palestras e a mobilizar as comunidades, para que participem activamente nestas iniciativas de combate ao HIV/SIDA”, acrescentou.
AIM/Redacção
