Maputo, 04 de Nov (AIM) – O Presidente da República, Daniel Chapo, defende que Moçambique deve fazer crescer a sua economia a um ritmo superior ao aumento da população, estimado em cerca de 2,5 por cento ao ano, para garantir mais empregos e melhores condições de vida aos cidadãos.
Chapo falava hoje, em Maputo, na abertura da Conferência sobre População e Desenvolvimento, que decorre sob o lema “População, Transformação Económica e Bem-Estar: Políticas para Aproveitar o Dividendo Demográfico em Moçambique”.
“O nosso desafio não é apenas fazer crescer a economia. É fazê-la crescer de forma sustentada, a um ritmo superior ao crescimento da população, de modo a assegurar que essa riqueza se traduza em mais empregos, melhores salários, maior produtividade e melhores condições de vida”, afirmou.
O Chefe do Estado disse que Moçambique tem actualmente cerca de 35 milhões de habitantes, contra 10 milhões em 1975, ano da independência nacional. As projecções indicam que o país poderá atingir 60 milhões de habitantes até 2050.
Segundo Chapo, o aumento da população representa uma oportunidade para o desenvolvimento, mas exige mais investimentos na educação, saúde, formação profissional e criação de empregos, sobretudo para jovens e mulheres.
O Presidente defendeu que o aproveitamento desta oportunidade começa pelo investimento nas pessoas, através do acesso à educação, saúde e formação de qualidade.
Na educação, destacou a necessidade de construir mais escolas, formar professores e garantir que mais crianças, sobretudo raparigas, permaneçam na escola e concluam os seus estudos. Apontou também o combate às uniões prematuras e às gravidezes precoces como medidas importantes.
Na saúde, afirmou que o Governo vai dar prioridade aos cuidados de saúde primários, à saúde materno-infantil e ao combate à desnutrição crónica.
Chapo recordou que, desde a independência, o país alcançou progressos em vários sectores. Em 1975, cerca de 93 por cento da população era analfabeta e apenas dois por cento tinha acesso à energia eléctrica. Actualmente, o acesso à electricidade abrange cerca de 67 por cento da população.
Apesar destes avanços, reconheceu que o país ainda enfrenta desafios para responder às necessidades da população, sobretudo nas áreas da educação, saúde, água, energia e estradas.
O estadista apontou a agricultura, o turismo, a energia, a indústria, os transportes, a logística e a economia azul como sectores que devem contribuir para aumentar a produção, criar empregos e fortalecer a economia nacional.
Referiu ainda que as cheias, os ciclones, os conflitos e as crises internacionais afectam o desenvolvimento do país e obrigam o Estado a investir na reconstrução de infra-estruturas.
Chapo apelou ao esforço de todos os moçambicanos para que o crescimento da população seja acompanhado pelo crescimento da economia, de modo a garantir melhores oportunidades para as próximas gerações.
(AIM)
Laura Tembe (LT)/Pc
