Lisboa, 20 Mai (AIM)- O Ministério Público (MP) português pediu informações adicionais a Luís Montenegro, vencedor das Legislativas antecipadas do último domingo (18), no âmbito da averiguação preventiva relacionada com a empresa familiar Spinumviva, que esteve na origem da crise política que levou o país a eleições, e aguarda ainda o envio desses documentos.
A informação nesse sentido foi confirmada esta terça-feira pela Procuradoria-Geral da República (PGR), citada pela imprensa lisboeta.
Em resposta escrita enviada esta terça-feira à Lusa, a PGR esclarece que “foram solicitados elementos adicionais” em relação às duas averiguações preventivas em curso – uma relacionada com o primeiro-ministro, Luís Montenegro, e a empresa Spinumviva, e outra relacionada com o ainda secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos, e a aquisição de um imóvel em Lisboa.
“As averiguações preventivas encontram-se em curso, aguardando o Ministério Público resposta a essas solicitações”, acrescentou a PGR. As duas averiguações preventivas estão a cargo do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP).
Esta segunda-feira, o procurador-geral da República falou à Lusa sobre a averiguação preventiva a Pedro Nuno Santos, não tendo dado detalhes sobre a averiguação preventiva que envolve Luís Montenegro, que foi anunciada no início de março deste ano.
Nessa altura, Amadeu Guerra explicou que foram recebidas três queixas relacionadas com a empresa da família do primeiro-ministro e que o objectivo da averiguação preventiva será avaliar se existem elementos para avançar com a abertura de um inquérito e que terá como base informações obtidas em fontes abertas e em documentos solicitados aos envolvidos.
O caso relacionado com a Spinumviva levou o Governo a apresentar uma moção de confiança, que foi chumbada na Assembleia da República (AR), o parlamento português, e provocou eleições antecipadas que aconteceram no último domingo (18). As eleições foram ganhas pela AD Coligação PSD/CDS-PP, mas sem maioria absoluta e o PS sofreu a pior derrota que forçou o seu secretário-geral, Pedro Nuno Santo, a demitir-se.
Em relação ao secretário-geral do Partido Socialista, cuja averiguação preventiva foi aberta há mais de um mês, o procurador-geral da República adiantou ainda esta segunda-feira que a questão será “analisada mais uma vez para a semana, eventualmente ainda esta semana”.
(AIM)
DM
