Graduados da Universidade Eduardo Mondlane (UEM). Foto família
Maputo, 23 Abril (AIM) – A Universidade Eduardo Mondlane (UEM), a mais antiga instituição do ensino superior em Moçambique, lançou hoje (23) para o mercado 482 graduados com os graus de licenciatura, mestrado e doutoramento nas áreas de medicina, agricultura, ciências sociais e humanidades, engenharia, ciência e tecnologia.
O feito, segundo a Primeira-ministra, Benvinda Levi, ocorre quando o país celebra 50 anos de independência, constituindo um orgulho para o país.
Sublinhou que a UEM ao longo dos anos tem sido um verdadeiro e incontornável parceiro estratégico do governo para a formação e desenvolvimento do capital humano, com um contributo inestimável na vida económica, social, política e cultural no país.
“A UEM é a única universidade do nosso país que testemunhou a proclamação da independência nacional a 25 de Junho de 1975 e, desde então, nunca parou no tempo, pois tem-se reinventado e adaptado aos desafios e exigências da actualidade, mesmo com a emergência de outras instituições de ensino superior em Moçambique”, disse.
Aliado a este fenómeno, o governo encoraja a iniciativa da UEM que visa a sua transformação em universidade de investigação, de acordo com o plasmado no seu Plano Estratégico 2018-2028.
Levi fez saber que a iniciativa constitui a via mais acertada para reforçar o compromisso com a formação do cidadão a altura dos desafios de um mundo cada vez mais exigente.
“A graduação, para o ensino superior, enquadra-se nos objectivos programáticos do nosso governo que, entre outros, visam dotar o cidadão com conhecimentos, habilidades e experiências para a criação, inovação e desenvolvimento de iniciativas que contribuem para o desenvolvimento sócio económico do nosso país”, disse.
Referiu que a lista dos graduados da UEM no presente ano inclui 60 por cento jovens e 50 por cento mulheres, constituindo um grupo que garante a continuidade do processo de desenvolvimento, particularmente em Moçambique.
“As mulheres que estão em maior número, entre os graduados, são em qualquer parte do mundo o garante da humanidade e da humanização, o que nos confere mais uma razão para celebrarmos efusivamente”, disse.
Por seu turno, o reitor da UEM Manuel Guilherme Júnior, referiu que em 2012 a instituição iniciou uma reflexão com vista a melhorar e tornar a sua intervenção mais eficiente e impactante.
“É na sequência desta reflexão que em 2018 decidiu transformá-la numa Universidade de Investigação”,.
Ressalvou que esta decisão foi tomada tendo em conta que na mesma altura já existiam no país um número considerável de instituições de ensino superior público e privado.
Explicou que se transformar numa universidade de investigação a UEM continuará a formar quadros, tendo como foco a elaboração de soluções locais pragmáticas e urgentes para os problemas e desafios que Moçambique enfrenta.
(AIM)
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