Celebrações da Continuidade do Programa Women’s Voice and Leadership (WVL–ALIADAS). Foto de Carlos Júnior
Maputo, 10 Jul (AIM) – O Governo do Canadá vai investir 455 milhões de meticais (equivalente a 7,1 milhões de dólares) na segunda fase do programa Women’s Voice and Leadership – Aliadas (WVL–Aliadas), lançada esta quinta-feira (10), em Maputo.
A iniciativa visa reforçar os direitos das mulheres e o papel dos colectivos feministas em Moçambique, com prioridade para contextos de crise e desigualdade.
A cerimónia contou com a presença do Secretário de Estado do Género e Acção Social, Abdul Esmail, da Alta-Comissária do Canadá em Moçambique, Sara Nicholls, e de representantes de organizações da sociedade civil de todo o país.
A segunda fase do programa será executada pelo Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC), com financiamento inserido no compromisso global canadiano, renovado em 2023, de 195 milhões de dólares canadianos destinados à promoção da igualdade de género em países parceiros.
Durante a sua intervenção, Esmail destacou que a iniciativa “reforça o papel das organizações de mulheres como agentes activos de transformação social” e assegurou o apoio institucional do Estado à consolidação de lideranças femininas em todos os níveis.
Sublinhou ainda que “a justiça social e o desenvolvimento sustentável passam, inevitavelmente, pela inclusão plena das mulheres e raparigas nos processos de decisão”.
Por sua vez, Sara Nicholls sublinhou que este é mais do que um programa de financiamento. “Trata-se de capacitar as mulheres para liderar, defender e transformar as suas comunidades. Trata-se de reconhecer as contribuições inestimáveis das organizações de direitos das mulheres e dos movimentos feministas na promoção do desenvolvimento sustentável”, afirmou.
A Alta-Comissária destacou ainda a importância de garantir financiamento estável e flexível às organizações feministas, sobretudo em contextos de crise e conflito, onde o seu trabalho é mais necessário e desafiante. “O apoio às organizações de mulheres e aos movimentos feministas é particularmente importante no actual clima de reacção global contra a igualdade de género, a diversidade LGBTQI+ e o feminismo”, alertou.
Recordando que este é o seu último acto oficial como Alta-Comissária em Moçambique, Nicholls reafirmou o compromisso do Canadá com os colectivos de mulheres no país.
“Este ALIADAS renovado é uma celebração da força e da liderança das mulheres em Moçambique. Estou profundamente inspirada e orgulhosa por terminar o meu mandato onde tudo começou – com organizações de mulheres a trabalharem juntas por um futuro melhor para as moçambicanas”, concluiu.
O programa Aliadas continuará a apoiar colectivos feministas através de mecanismos como fundos plurianuais, resposta rápida e reforço de capacidades institucionais, com enfoque em áreas como violência baseada no género, justiça económica, direitos sexuais e reprodutivos e participação política das mulheres.
(AIM)
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