Presidente da República, Daniel Chapo, reúne-se com líderes religiosos
Maputo, 16 Jul (AIM) – O Chefe de Estado moçambicano, Daniel Chapo, condena aquilo que considera de normalização da imoralidade sobretudo no seio da juventude.
Como forma de corrigir esta situação, Chapo disse que urge investir na formação moral, ética e cívica das crianças desde a tenra idade, como forma de prevenir comportamentos desviantes na juventude e promover uma sociedade íntegra e responsável.
Falando durante um encontro com líderes religiosos, sublinhou que muitos dos problemas sociais actuais — como o consumo de drogas, álcool, a violência e a corrupção — resultam da ausência de valores sólidos inculcados desde cedo.
“Se cada um de nós não tivesse aprendido na madrassa, na catequese ou na escola bíblica a distinguir o bem do mal, talvez hoje não teríamos chefes, nem líderes, nem pastores, nem professores com valores”, afirmou o estadista moçambicano.
Citando como exemplo uma árvore torta que não se consegue endireitar na fase adulta, também o ser humano precisa ser moldado com bons princípios desde a infância.
Criticou a crescente dependência das crianças de dispositivos electrónicos e redes sociais, substituindo os valores transmitidos pela família, igreja e escola.
“Hoje, as crianças são educadas pelo telefone. Depois, os mesmos pais surpreendem-se com atitudes que nunca ensinaram em casa. Mas o telefone ensinou”, disse.
Sugeriu que Moçambique pode aprender com países que já adoptaram legislação restritiva sobre o uso de telefones móveis nas escolas, a fim de proteger a infância da exposição precoce a conteúdos inadequados.
“Há países que não permitem que uma criança entre na escola com o telefone. É uma forma de separar a educação da casa da educação do Estado”, afirmou.
Frisou que urge promover a educação moral e patriótica no sistema de ensino, destacando os esforços do Governo para incluir estas matérias nos currículos escolares.
“Devemos garantir que a educação moral, cívica e patriótica esteja presente nas escolas. Concordo com o que foi dito aqui, que alguém formado em teologia pode ser um excelente professor, pois compreende profundamente os princípios da ética e da integridade”, sublinhou.
Disse acreditar que a luta contra crimes como a corrupção, o branqueamento de capitais e abuso de poder só terá resultados sustentáveis se a sociedade for formada por indivíduos com elevados padrões morais.
“Se formarmos cidadãos com ética e integridade, teremos uma sociedade melhor do que a que temos hoje”, afirmou, apelando à união entre líderes religiosos, comunitários, pais e o Estado nesta missão.
Durante a sessão, o estadista partilhou ainda episódios ilustrativos da perda de referências morais na sociedade actual, apelando aos pais e encarregados de educação para darem o exemplo em casa, pois “a criança copia o que vê”.
Concluiu mostrando-se encorajado com as contribuições recebidas durante o encontro, assegurando que várias propostas estão a ser registadas para posterior análise e integração nos programas nacionais de desenvolvimento social e educação.
(AIM)
sg
