Presidente da República, Daniel Chapo, dirige comício popular em Quelimane, província da Zambézia
Maputo, 24 Jul (AIM)- Os residentes do distrito de Quelimane, na província da Zambézia, pedem a construção de uma ponte sobre o rio Chipaca que liga a cidade de Quelimane e a localidade de Madal, reabilitação da estrada Quelimane-Marrongane, expansão da rede eléctrica da localidade de Ionge- Marromgane, melhoria das estradas nos bairros municipais, da rede de abastecimento de água potável e outros.
“A estrada Quelimane-Marrongane, a partir da zona cerâmica está em péssimas condições, quando chove torna-se quase intransitavel, a sua melhoria será uma mais-valia para o escoamento da produção agrícola e mobilidade dos moradores”, disse o representante dos moradores do distrito de Quelimane.
Informaram que muitas famílias da localidade de Ionge vivem na escuridão, com a energia eléctrica os residentes poderão continuar com os estudos no período da noite, haverá melhoria de negócio, segurança e dignidade as pessoas.
O outro pedido endereçado ao Chefe do Estado moçambicano, Daniel Chapo, tem que ver com a melhoria de estradas urbanas, facto que dificulta a transitabilidade, entre outros.
Ainda em Quelimane, a população queixou-se do abastecimento de água potável que é deficiente e com tarifas muito elevadas.
Em resposta, o Presidente da República disse ter-se deslocado àquela região do país para agradecer a população da Zambézia pela vitória nas eleições de 9 de Outubro de 2024, avaliar o trabalho que está sendo desenvolvido pelos Conselhos Executivo e de Representação do Estado na província da Zambézia.
“A primeira coisa que viemos fazer é agradecer a população da província da Zambézia, porque no dia 9 de Outubro do ano passado nós tivemos eleições do Rovuma ao Maputo e na diáspora. No círculo da Zambézia nós vencemos, por isso viemos aqui para dizer muito obrigado”, disse.
Fez saber que já devia ter-se deslocado a Zambézia há bastante tempo, mas devido aos protestos pós eleitoral que duraram seis meses, viu-se obrigado a explicar a população o que estava a se passar.
Criticou a vandalização de bens públicos e privados, afirmando não faz sentido que alguém saia e vá destruir, alegando resultados eleitorais. Não faz sentido destruir centro de saúde construído para o povo moçambicano, alguém acordar ir queimar medicamentos, destruir um hospital antes da divulgacao dos órgãos eleitorais”, disse.
Sobre as inquietações apresentadas pela população do distrito e cidade de Quelimane, fez saber que é função do governo ouvir as preocupações do povo, que servirão de base para o trabalho do executivo moçambicano.
“É por isso que nós registamos as preocupações, a população precisa de Quelimane, ponte sobre o rio Chipaca, Quelimane-Marrongane, expansão da energia eléctrica. As estradas urbanas estão cheias de buracos, queremos explicar que a responsabilidade das estradas urbanas são da responsabilidade do município”, disse.
Apesar de as estradas de Quelimane estarem esburacadas, existem alguns projectos em curso na Cidade de Quelimane, que são da responsabilidade do governo central.
O estadista ,moçambicano citou como exemplo, o projecto de apoio a alguns municípios do país, financiados pelo Banco Mundial, via governo central (Ministério da Administração Estatal e Função Pública), tendo recentemente negociado para sua prorrogação até ao mês de Dezembro do presente ano.
(AIM)
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