Presidente da República reúne-se com funcionários e agentes do Estado em Quelimane, Zambézia
Maputo, 24 Jul (AIM)- O Presidente da República, Daniel Chapo, disse hoje (24), na cidade de Quelimane, província da Zambézia, que o governo está fazer esforços para pagar gradualmente a dívida referente as horas extras de alguns funcionários nos sectores da educação e saúde.
“Não temos valores suficientes para pagar tudo de uma vez, mas estamos a dar sinais claros, pagando aos poucos “, disse.
Chapo, falava hoje (24) em Quelimane, no encontro com funcionários públicos da província da Zambézia.
Fez saber que após sua tomada de posse no passado dia 15 de Janeiro do presente ano, não foi possível efectuar pagamentos de salários de imediato, devido ao orçamento do Estado que não tinha sido aprovado. O mesmo só viria a ser viabilizado entre finais de Março e princípios do mês de Abril.
Esclareceu que o governo está pagar dívidas referentes a subsídios de líderes comunitários, combatentes e beneficiários do Instituto Nacional de Acção Social (INAS) e idosos.
Ressalvou que a crise internacional, sobretudo, os cortes no financiamento externo, da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), que apoiava programas de saúde, são outro desafio.
Perante este cenário, o executivo moçambicano está a procura de outras soluções internas que garantam a continuidade de serviços básicos.
“Apesar de todas adversidades, queremos mostrar que estamos preocupados e atentos as vossas reivindicações “, disse.
O esclarecimento das questões mencionadas deve-se a várias preocupações levantadas, nomeadamente, a suspensão de actos administrativos, promoções, progressões de carreira, morosidade no pagamento de subsídio de funeral, pensão de sobrevivência, aposentação, fixação da pensão entre outros.
Daniel Chapo, exige maior celeridade e eficiência na tramitação dos processos, admitindo a hipótese de criação de delegações ao nível provincial no sentido de acelerar os procedimentos, evitando a centralização excessiva a semelhança do Instituto Nacional de Previdência Social (INPS).
Os funcionários solicitaram ainda ao Presidente da República, a retoma de bolsas de estudo e a melhoria das condições de trabalho.
O governo compromete-se a rever as incongruências remanescentes na tabela salarial única (TSU) e os qualificadores profissionais, visando alcançar a maior justiça salarial.
(AIM)
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