Ministro da Saúde, Hussene Isse, com uma parte dos beneficiários das próteses
Maputo, 06 Ago (AIM) – Os governos de Moçambique e da Índia estão a transformar vidas de mais de 1.200 cidadãos em situação de vulnerabilidade em todo o território doando próteses de membro inferior, no âmbito do projecto “Índia para a Humanidade”
A campanha inserida no Projecto Índia para a Comunidade decorreu sob lema “Próteses que Transformam Vidas: Inclusão, Autonomia e Dignidade”, a missão é uma resposta humanitária aos desafios enfrentados por pessoas por amputações traumáticas causadas por acidentes de viação, complicações de diabetes e outras condições clínicas.
A informação foi avançada hoje, em Maputo, pelo Ministro da Saúde, Hussene Isse no encerramento da campanha.
“Mais de 1.230 moçambicanos em situação de vulnerabilidade, de norte a sul do país, voltaram a caminhar com dignidade, com esperança e com renovado sentido de pertença às suas famílias, comunidades e à sociedade”, disse o ministro.
Acrescentou que, “estimados beneficiários, é a vós que esta campanha foi dedicada. A vossa coragem, paciência e fé durante este processo são a razão de estarmos aqui hoje a celebrar. Que esta etapa represente, em cada passo vosso, a força de um novo capítulo”.
Ussene Isse salientou ainda que cada prótese entregue foi mais do que um dispositivo médico foi um gesto de humanidade, uma ponte para a reinserção social, um estímulo à autonomia, um renascimento emocional.
O governante referiu que o sucesso da campanha não foi um ponto de chegada, mas sim um ponto de partida, pois ela reforça o compromisso do sector de continuar a investir num sistema de saúde inclusivo, centrado na pessoa, que valoriza a reabilitação, a dignidade e os direitos humanos.
Isse aproveitou a ocasião para agradecer ao governo da Índia, à Bhagwan Mahaveer Viklang Sahayata Samiti (BMVSS), ao Hospital Central de Maputo (HCM), parceiros de cooperação, aos profissionais moçambicanos de saúde e todo pessoal envolvido, cujo trabalho voluntário, minucioso e repleto de compaixão, o que os deixou sinceramente inspirados.
“Esta experiência reforça, também, a importância da cooperação internacional assente em princípios de solidariedade e respeito mútuo, tal como a que une os nossos dois países”, avançou.
“Saímos deste processo mais ricos de humanidade, mais fortes como nação e mais determinados em fazer da saúde um verdadeiro bem comum”, vincou.
A médica fisiatra e directora do Departamento de Medicina Física e Reabilitação no HCM, Teresa Tiago considera a campanha de positiva, porque ultrapassou a meta inicialmente prevista de produção de 1.200 próteses, facto que vai contribuir para o alcance do objectivo, que é reduzir o tempo de espera.
“Nos primeiros dias tivemos alguns desafios relacionados à organização do processo e língua de comunicação, mas rapidamente ultrapassamos esses dilemas. A nossa prioridade eram os pacientes em lista de espera constantes na nossa base de dados, mas dada a elevada demanda, estendemos para outros pacientes”, disse.
“Conseguimos produzir 1.500 próteses, contra as 1.200 previstas, portanto a nossa avaliação é positiva uma vez que superamos a meta”, acrescentou.
A equipe de 13 técnicos indianos envolvidos na campanha despediu-se oficialmente a 01 de Agosto corrente, após 45 dias de intensos trabalhos com a contraparte local.
(AIM)
Fernanda da Gama (FG)/sg
