Primeira-ministra, Benvinda Levi, visita a empresa Mozambique Leaf Tobacco
Tete (Moçambique), 21 Ago (AIM) – O governo moçambicano apela para um consumo responsável e consciente do tabaco no país, como forma de reduzir o seu impacto na saúde pública.
O apelo foi proferido na manhã de hoje (21), em Tete, pela Primeira-ministra, Benvinda Levi, durante a visita que efectuou a empresa Mozambique Leaf Tobacco, a maior fábrica do tabaco no país, no âmbito de uma viagem de trabalho de três dias àquela província.
”Temos que ver formas para que o consumo do tabaco em Moçambique seja um consumo responsável, porque mais do que produzir, é saber que o consumo do tabaco tem consequências nocivas para a saúde. Então, as pessoas devem consumir de forma responsável e enquanto, a gente não instala as indústrias, temos que preparar as pessoas não só na produção, mas também no consumo”, disse.
A Mozambique Leaf Tobacco, uma empresa de capitais americanos, exporta quase o total da sua produção. Levi diz que o governo pode pensar, de maneira regrada, sobre a possibilidade de que a produção e o processamento, até o produto acabado, seja feito dentro do país.
A empresa produz, no geral, três variedades do tabaco, nomeadamente o Barley, Virgínia e Escuro, região centro e norte do país. Na campanha 2024/2025, a província produziu pouco mais de 54 mil toneladas de Barley, enquanto Niassa produziu cerca de 15,5 mil toneladas e Zambézia produziu cerca de 10 mil toneladas.
A governante diz sair da fábrica satisfeita com as contratações feitas no local principalmente na componente da saúde pública, nomeadamente com o facto de que nos últimos anos, nenhum funcionário tenha sido detectado com uma doença derivada das actividades daquela fábrica, mercê das medidas sanitárias levadas em consideração.
No geral, Levi diz que as actividades daquela fábrica de tabaco são sustentáveis , à medida que para além de apoiar os agricultores nacionais, potenciam-os para a produção de culturas não só de rendimento, mas também culturas de auto-sustento, para além de dotar as comunidades de conhecimento.
”Este tabaco também é para exportação e isso contribui para a entrada de divisas no país”, disse a Primeira-ministra, acrescentando que acções que visam potencializar as comunidades a produzirem nas suas zonas de origem e gerando receitas é o ganho positivo para o país.
(AIM)
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