Presidente da República, Daniel Chapo, fala em conferência de imprensa, em Yokohama, Japão
Maputo, 22 Ago (AIM) – O Primeiro-Ministro do Japão, Shigeru Ishiba, afirma que o seu país está disponível para conceder apoio financeiro para impulsionar projectos estratégicos em Moçambique, particularmente no sector energético, para acelerar o desenvolvimento sustentável do país.
O Presidente da República, Daniel Chapo, revelou o facto sexta-feira (22) em Yokohama, Japão, durante a conferência de imprensa que marcou o fim da sua visita de trabalho de três dias àquele país nipónico, onde participou na 9ª Conferência Internacional de Tóquio para o Desenvolvimento de África (TICAD 9) à convite de Ishiba.
“O Japão, através do Primeiro-ministro, mostrou-se disponível em participar financeiramente nesta visão do governo da República de Moçambique e nós achamos que isto foi muito importante”, disse Chapo, realçando que a garantia surgiu durante o encontro que manteve com Ishiba.
Durante o referido encontro, Chapo passou em revista alguns projectos transformacionais de Moçambique que, nos próximos anos, poderá tornar-se num hub regional de produção e fornecimento de energia eléctrica para a região austral de África.
Falou igualmente do potencial do Corredor Logístico de Nacala (CLN) que, conta com um investimento japonês, e directamente impacta cinco províncias moçambicanas, incluindo países como Malawi, Zâmbia e o sul do Congo.
“Mostramos, mais uma vez, que temos uma visão de sermos hub no fornecimento de energia eléctrica na região [austral] porque temos uma potencialidade enorme na área da construção de hidroeléctricas, da construção de centrais eléctricas através do gás, construção também de centrais eléctricas através de painéis solares, construção de centrais eléctricas eólicas, mas também construção de centrais eléctricas com base no carvão”, disse.
Chapo reiterou que os países da região austral de África ressentem-se da falta de energia eléctrica e “a solução está em Moçambique, porque o que nós precisamos é realmente investimento”.
Sobre o CLN, o desenvolvimento integrado e acelerado é chamado a ser implantado, incluindo a agricultura, zonas industriais, turismo e construção de infra-estruturas.
“Quando falamos de infra-estruturas”, afirmou Chapo, “estamos a referir estradas, estamos a falar de pontes, estamos a falar de linhas férias, estamos a falar da ampliação do próprio porto [de Nacala] que já começou com o apoio do JICA [Agência Japonesa de Cooperação Internacional] também estamos a falar do desenvolvimento das zonas francas industriais”.
Além de a multinacional japonesa Mitsui ter 20 por cento da participação na prospecção e produção do Gás Natural Liquefeito (LNG) na Área 1, da bacia do Rovuma, distrito de Palma, província de Cabo Delgado, norte de Moçambique, Chapo mencionou também o investimento da Mitsui no CLN, sobretudo nas infra-estruturas de acesso e transporte a partir das minas de carvão mineral extraídas no distrito de Moatize, província central de Tete.
“Neste momento também temos projectos que estão na manga, em Moçambique, que têm um interesse japonês”, vincou, tendo apontado a construção da barragem de Mphanda Nkuwa, que estará a 60 quilómetros à jusante da barragem de Cahora Bassa, em Tete, e a multinacional japonesa Sumitomo Corporation.
“Nós achamos que é o momento de trabalhar para que estes projectos se materializem e possamos desenvolver o nosso país”, concluiu Chapo.
(AIM)
AC/sg
