Estadista moçambicano, Daniel Chapo, recebe em audiência presidente da multinacional japonesa Mitsui Co. Ltd., Kenichi Hori, em Yokohama, Japão
Maputo, 21 Ago (AIM) – O presidente da multinacional japonesa Mitsui Co. Ltd., Kenichi Hori, augura um crescimento de Moçambique nos próximos tempos, algo que vai incrementar as relações de cooperação entre ambos os países.
Hori falava num breve contacto mantido com a imprensa, minutos após o fim de uma visita de cortesia que lhe foi concedida pelo Presidente moçambicano, Daniel Chapo, que teve lugar hoje (21) em Yokohama, Japão.
Desde quarta-feira (20) que Chapo efectua uma visita de trabalho aquele país asiático, à convite formulado pelo Primeiro-Ministro japonês, Shigeru Ishiba para participar na 9ª Conferência Internacional de Tóquio para o Desenvolvimento de África (TICAD 9).
O evento, de três dias, decorre sob o lema: “Co-criar Soluções Inovadoras com África”. O tema principal é: “Pessoas, Planeta e Prosperidade em um Mundo em Transformação”.
“Esperamos”, disse Hori, “laços mais fortes entre Moçambique e o Japão e a grande história de crescimento de Moçambique”.
Sobre o encontro mantido com o estadista moçambicano, Hori explicou que ambos discutiram em curso em Moçambique, sobretudo os que a Mitsui tem uma participação, incluindo os que já manifestou interesse em estar presente.
“Foi uma discussão muito produtiva. E também discutimos a visão mais ampla dos negócios em Moçambique para o futuro”, afirmou.
Por sua vez, Chapo destacou a importância do encontro com Hori, afirmando que a Mitsui é um parceiro estratégico de Moçambique sobretudo nos sectores, energético, hidrocarbonetos, e no Corredor Logístico de Nacala (CLN) localizado nas regiões centro e norte do país.
“Daí que achamos que era importante ter encontro com este parceiro, estratégico para o desenvolvimento de Moçambique”, afirmou, dando exemplo dos investimentos necessários para elevar o desenvolvimento no CLN.
Sobre o CLN, Chapo fez saber que se trata de uma via estratégica para evacuar mercadorias dos países do interland, que incluem Malawi, Zâmbia, e Congo.
“O corredor de Nacala pode ir até os países do interland; estou a falar do Malawi, pode ir até a Zâmbia, pode ir até o sul do Congo; e achamos que é uma zona com minerais críticos que podem ser escoados a partir do Corredor de Nacala. Estando a Mitsui a investir já no Corredor Logístico de Nacala, achamos que era importante falarmos desta nossa visão”, explicou.
Falando sobre os desafios que os países do interland enfrentam no sector energético, o estadista moçambicano reconhece as vantagens de Moçambique, neste sector, vincando que se pode transformar num hub regional de energia, face aos megaprojectos em curso.
“Portanto”, vincou Chapo, “mostramos também esta nossa visão à Mitsui, como um parceiro estratégico de desenvolvimento de Moçambique, que temos esta visão; e o Sr. Presidente da Mitsui mostrou-se bastante interessado, que esta visão que o governo de Moçambique tem é bastante importante”.
(AIM)
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