Conselho de Estado reunido na primeira sessão em Maputo
Maputo, 01 Set (AIM) – O político e antigo candidato presidencial, Venâncio Mondlane, tomou posse hoje (01) como membro do Conselho de Estado, durante uma cerimónia dirigida pelo estadista moçambicano, Daniel Francisco Chapo, em Maputo.
Mondlane junta-se as personalidades que integram o Conselho de Estado, na qualidade de segundo candidato mais votado nas eleições presidenciais de 2024, reforçando a pluralidade política no seio do órgão. A sua presença foi saudada por observadores e analistas como um passo significativo para a inclusão de diferentes forças políticas de consultoria ao Chefe de Estado.
O Conselho de Estado tem como missão assessorar o Presidente da República na tomada de decisões estratégicas, incluindo assuntos de defesa, segurança nacional, política externa e outros temas de interesse público.
O órgão é composto por antigos Chefes de Estados, antigos presidentes da Assembleia da República, membros eleitos pela Assembleia e personalidades nomeadas pelo Presidente da República.
Entre os membros figuram o próprio Presidente da República, a Presidente da Assembleia da República, a Primeira‑Ministra, a Presidente do Conselho Constitucional e o Provedor de Justiça. Ex-presidentes de Moçambique Joaquim Chissano, Emílio Guebuza e Filipe Nyusi também integram o Conselho, bem como antigos presidentes da Assembleia da República, incluindo Eduardo Mulémbwè, Verónica Macamo e Esperança Bias.
A formação inclui ainda líderes de partidos de oposição com assento parlamentar, nomeadamente Albino Forquilha (Podemos), Ossufo Momade (Renamo) e Lutero Simango (MDM), bem como personalidades de mérito nomeadas pelo Presidente da República, como Alberto Chipande, Graça Machel, Eduardo Silva Nihia e Felizarda de Boaventura Paulino.
Na cerimónia, o Presidente Chapo empossou oficialmente todos os membros e anunciou a convocação da Primeira Sessão Ordinária do Conselho de Estado, marcando o início das actividades formais do órgão para este mandato. A sessão visa definir prioridades estratégicas e reforçar mecanismos de coordenação entre o Executivo e os membros consultivos, numa perspectiva de governação mais participativa e inclusiva.
O facto de Mondlane assumir o assento, após ter sido o segundo candidato mais votado nas eleições, é visto como um reforço da representatividade política plural, fortalecendo o diálogo entre diferentes sectores da sociedade e do espectro político nacional.
(AIM)
SNN/sg
