Directora-geral adjunta do Instituto Nacional de Saúde (INS), Sofia Viegas
Maputo, 21 Out (AIM) – A directora-geral adjunta do Instituto Nacional de Saúde (INS), Sofia Viegas, afirma que a epidemiologia de campo desempenha um papel determinante no reforço da prontidão e resposta às emergências de saúde pública, num contexto em que o mundo enfrenta desafios cada vez mais complexos na área da saúde.
Falando hoje (21) na abertura da 3ª Conferência Científica do Programa de Formação em Epidemiologia de Campo (FETP), Viegas sublinhou que a iniciativa visa promover a partilha de evidências científicas e experiências práticas entre epidemiologistas de Moçambique e da Rede Lusófona, reforçando as capacidades nacionais de vigilância e resposta.
“Vivemos num tempo em que pandemias, surtos e outras ameaças à saúde exigem respostas céleres e eficazes. A epidemiologia de campo revela-se indispensável para a detecção precoce, a investigação de surtos e a utilização de tecnologias inovadoras que permitem intervenções oportunas e salvam vidas”, afirmou a responsável.
Criado em Agosto de 2010, o FETP é uma iniciativa do Instituto Nacional de Saúde (INS), em colaboração com a Direcção Nacional de Saúde Pública e a Faculdade de Medicina da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), com o apoio técnico do Centro de Prevenção e Controlo de Doenças (CDC).
Desde a sua criação, o programa formou 68 epidemiologistas de campo de nível avançado, dos quais dois são oriundos da Guiné-Bissau, 11 de nível intermédio e 109 da linha da frente, contribuindo para o fortalecimento da resposta nacional a surtos e outras emergências sanitárias.
“Estes resultados só foram possíveis graças à colaboração entre sectores, instituições e países. A epidemiologia de campo exige uma abordagem multidisciplinar, onde governos, profissionais de saúde, cientistas, organizações da sociedade civil e comunidades trabalham lado a lado”, destacou Viegas.
Sob o lema “Epidemiologia de Campo: Um pilar chave para o reforço da prontidão e resposta às emergências de saúde pública”, a conferência reúne participantes nacionais e estrangeiros, incluindo parceiros internacionais e representantes da Rede Lusófona, num espaço de intercâmbio científico e técnico.
A responsável apelou aos participantes a manterem uma postura aberta à inovação e ao diálogo construtivo, reforçando o compromisso colectivo com a ciência e com o bem-estar das populações.
“Cada um de nós desempenha um papel fundamental na construção de um sistema de saúde mais resiliente e preparado para responder às emergências”, concluiu Viegas.
A cerimónia de abertura contou com a presença de representantes de instituições de ensino, parceiros de cooperação, investigadores e profissionais de saúde.
(AIM)
SNN /sg
