Inundações urbanas em Maputo
Maputo, 21 Out (AIM) – O Conselho dos Serviços de Representação do Estado na cidade de Maputo assegura que a capital moçambicana está preparada para enfrentar a próxima época chuvosa e ciclónica 2025-2026, bem como garantir um processo de matrículas escolares transparente e organizado para o ano lectivo de 2026.
A informação foi avançada esta segunda-feira (20) pelo porta-voz do Conselho, Élio Mundeder, no final da 12ª Sessão Ordinária do órgão.
Segundo Mundeder, o encontro abordou temas de interesse nacional e municipal, com destaque para o Plano de Contingência da Época Chuvosa e Ciclónica, a preparação das matrículas da primeira classe e a disponibilidade de medicamentos.
O porta-voz referiu que o Plano de Contingência 2025–2026, aprovado recentemente pelo Conselho de Ministros, identifica 29 zonas de risco na capital, com potencial para afectar cerca de 37 mil pessoas.
“Estão a ser desencadeadas acções de preparação e mitigação dos impactos das chuvas, através da activação dos Comités Operativos de Emergência e Comités Locais de Gestão de Desastres”, explicou. As zonas consideradas mais críticas incluem os bairros Costa do Sol, Ferroviário, Magoanine A, B e C, Hulene A, B e C, Zimpeto, Maxaquene e Malhazine.
O Governo da Cidade de Maputo anunciou também que tem disponíveis 422 milhões de meticais para apoiar a resposta às emergências, em caso de ocorrência de eventos ciclónicos de grande magnitude.
As acções em curso incluem desassoreamento e limpeza de valas, construção de novas infra-estruturas de drenagem e reassentamento de famílias que vivem em áreas alagadas.
“Actualmente, temos cerca de 700 famílias em situação de alagamento, das quais 400 já se encontram em centros de reassentamento”, revelou Mundeder, sublinhando que o trabalho exige forte coordenação entre diferentes instituições, incluindo, o sector da saúde, o sector da educação e o Conselho Municipal de Maputo.
No sector da educação, a fonte afirmou que a cidade de Maputo está pronta para o arranque do ano lectivo de 2026, destacando o início do processo de matrículas para a primeira classe. Estão previstas 18.078 vagas no ensino público e 2.334 no ensino privado, abrangendo os distritos de Ka Mpfumo, Ka Mavota, Ka Maxakeni, Ka Mubukwana, Ka Makul, Ka Tembe e Ka Nyaka.
“As matrículas decorrem de segunda a sexta-feira, durante o expediente normal, e são gratuitas da primeira à nona classe. Apelamos aos directores de escola para que não façam cobranças indevidas”, reforçou.
Mundeder acrescentou que não há problemas de superlotação nem de carência de carteiras nas escolas públicas da capital, e que decorrem acções de reparação de mobiliário escolar com o apoio dos pais e encarregados de educação.
“O cenário é animador. Estamos preparados tanto para garantir o direito básico à educação das nossas crianças como para enfrentar a época chuvosa que se avizinha”, concluiu.
(AIM)
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