: Chefe da bancada do PODEMOS, Sebastião Mussanhane
Maputo, 22 Out (AIM) – A bancada do Povo Optimista para o Desenvolvimento de Moçambique (PODEMOS) o maior partido da oposição, na Assembleia da República (AR) o parlamento do país, repudia discursos incendiários e confrontos cegos perpetrados por alguns dirigentes de partidos políticos.
O facto foi avançado pelo chefe da bancada do PODEMOS, Sebastião Mussanhane, que acrescentou que o seu partido aposta na via mais difícil que é o diálogo, responsabilidade e preservação da vida.
Mussanhane falava durante a cerimónia de abertura da 2ª sessão ordinária da AR, que teve lugar hoje em Maputo.
“Ao recusar a violência e ao defender o respeito pelas regras, ele coloca a vida acima da vingança e o voto acima da força. É um posicionamento que distingue o político do populista, o estadista do agitador”, disse, fazendo uma comparação entre os líderes de partidos.
Segundo o chefe da bancada, o líder do PODEMOS, Albino Forquilha, compreende que dirigir não é apenas falar para multidão mas proteger o sentido humano das causas que movem essa multidão.
Assumir culpa com responsabilidade é um acto de coragem, disse Mussanhane, tendo acrescentado que ser responsável é igualmente, reconhecer que todo o líder verdadeiro deve estar disposto a responder pelos efeitos das suas decisões, mesmo quando tais decisões se inspiram em princípios de justiça e legitimidade.
O líder do PODEMOS não foge da história “ele enfrenta-a com consciência limpa, com a serenidade de quem sabe que a mudança só é verdadeira quando preserva a paz, a justiça e a dignidade de todos”.
Sobre o Diálogo Nacional Inclusivo, Mussanhane define o processo como uma demonstração de maturidade política, responsabilidade patriótica e de compromisso com o bem comum.
“Num país que sofreu feridas profundas, marcado por desigualdades, exclusão e desconfianças históricas, o diálogo representa a mais elevada forma de coragem nacional”, disse, sublinhando que os líderes devem encarnar no diálogo uma causa nacional, e transformar o poder em responsabilidade e diferença em diálogo.
“É neste contexto que o PODEMOS”, acrescentou Mussanhane, “propõe o Diálogo Nacional Inclusivo, não como um evento isolado, mas como um processo contínuo, plural e genuíno, capaz de devolver ao povo a confiança no Estado e nas suas instituições”.
Testemunharam a cerimónia, além da Primeira-Ministra, Benvinda Levi; da presidente do Conselho Constitucional, Lúcia Ribeiro; dos Tribunais, Supremo, Adelino Muchanga; Administrativo, Ana Gemo; bem como de membros do governo, embaixadores, dirigentes de entidades do Estado e privadas.
(AIM)
Ac/sg
